Gelatina pode proteger contra Alzheimer; entenda

Gelatina pode proteger contra Alzheimer; entenda

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 31 de Agosto de 2021 às 12h50
Jultud/Envato

E se uma aliada em potencial na luta contra o Alzheimer fosse... a gelatina?  Em um estudo recente publicado na revista científica Frontiers in Pharmacology, pesquisadores apontaram como a gelatina pode proteger o cérebro.

Os pesquisadores primeiro reproduziram o Alzheimer in vitro, cultivando células cerebrais com fragmentos de uma proteína tóxica da placa amiloide, característica da doença. Assim como o Alzheimer faz com o cérebro, essa substância induziu a morte celular em laboratório. Para tentar evitar esse efeito, o grupo fez, então, uma espécie de antídoto com gelatina, e veja só: a substância protegeu completamente as células da toxicidade.

(Imagem: Fakurian Design/Unsplash)

Para entender como as gelatinas são neuroprotetoras (elas são uma mistura de poli e oligopeptídios derivados da hidrólise parcial do colágeno), eles se voltaram para as mitocôndrias, estruturas celulares que geram energia na forma de uma molécula chamada ATP. Como as células saudáveis ​​precisam de ATP para funcionar, a disfunção mitocondrial é prejudicial à sobrevivência celular e a principal causa da morte de células cerebrais na doença de Alzheimer. 

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Os pesquisadores, portanto, levantaram a hipótese de que as gelatinas previnem a morte celular por meio da proteção mitocondrial. As mitocôndrias tratadas com gelatina mostraram danos estruturais reduzidos, melhor produção de ATP e menor estresse oxidativo. Além disso, os pesquisadores acreditam que as gelatinas impedem o excesso de cálcio de entrar na célula, o que pode desencadear dano mitocondrial, estresse oxidativo e até mesmo a morte celular.

Apesar de ser um estudo promissor, vale comentar que, como em todo processo de mimetização in vitro, há limitações — afinal, nosso cérebro é bem maior e mais complexo que uma placa de cultura de células em laboratório. O estudo pode ser visto completo aqui.

Fonte: Massive Science

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