Fiocruz aponta para sinais positivos do controle da covid, mas reforça cuidados

Fiocruz aponta para sinais positivos do controle da covid, mas reforça cuidados

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 08 de Outubro de 2021 às 14h30
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Nesta semana, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou uma nova análise do cenário brasileiro frente à covid-19. Na última edição do Boletim Observatório Covid-19 da Fiocruz, os pesquisadores da instituição destacaram sinais positivos de controle da doença, mas reforçam a importância de cuidados e do uso de máscaras para impedir a transmissão do coronavírus SARS-CoV-2.

Do lado positivo, estão a queda sucessiva no número de casos e óbitos da covid-19 em todo o país, além de estagnação na taxa de ocupação de leitos de UTI para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS). Inclusive, os patamares de internação pela doença estão baixos na maioria dos estados brasileiros.

Agora, é necessário concentrar esforços para bloquear a circulação do coronavírus, enquanto a vacinação avança. Nesta sexta-feira (8), mais de 45% da população brasileira está com o esquema vacinal completo — com duas doses ou imunizante de dose única —, o que representa 56,9 milhões de pessoas, segundo dados da plataforma Our World in Data. A expectativa deve ser alcançar pelo menos 75% da população.

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Vacinação contra covid-19 deve avançar

De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, os atuais números da pandemia da covid-19 são as melhores evidências do sucesso da vacinação na prevenção de formas graves e fatais da doença no Brasil. Diante desses resultados, o boletim reforça a importância da adoção dos passaportes das vacinas. "O posicionamento favorável ao passaporte vacinal, pelo menos temporariamente, busca os interesses de preservação ou melhoria da saúde da população", destaca o texto.

Isso porque os valores atuais de mortalidade seguem em torno de 500 óbitos por dia. A situação ainda é longe da ideal. Por outro lado, revela uma queda expressiva em relação ao pico observado em abril, quando foram notificados mais de 3 mil óbitos diários em decorrência da covid-19.

Independente dos índices de óbitos, o número de novos casos positivos segue alto. Na última semana, foi relatada uma média de 16.500 casos confirmados por dia. Segundo os autores, isso demonstra a permanência da transmissão do coronavírus e uma incidência provável de casos graves, que exigem cuidados intensivos.

Uso de máscaras ainda é necessário

No processo de combate ao coronavírus, algumas medidas já foram abandonas ou perderem força, como o distanciamento social. Desde meados de julho, o Índice de Permanência Domiciliar se encontra próximo de zero, o que significa que não há diferença na intensidade de circulação de pessoas nas ruas em comparação ao que era observado antes da pandemia, destacam os autores.

“Em primeiro lugar, é importante compreender que essa forma de ausência de distanciamento físico reúne diversas formas de aglomeração, desde o transporte público até atividades de comércio e lazer. Em qualquer dessas situações, há uma exposição prolongada de pessoas em espaços confinados”, alertam os pesquisadores.

Mesmo que algumas dessas pessoas estejam com o esquema vacinal completo, as vacinas, por si só, não previnem completamente a infecção e nem a transmissão do vírus. Nesse sentido, é preciso reforçar outros comportamentos para barrar a transmissão da doença, como as máscaras e higienização das mãos, até que se alcance um patamar ideal de cobertura vacinal.

“Não é prudente e oportuno falar em prazos concretos e datados para o fim da pandemia, e sim em garantir que tomemos as medidas necessárias para que este dia possa se aproximar mais rápido”, completam os cientistas do Observatório.

Para acessar o boletim completo da Fiocruz sobre a covid-19, clique aqui.

Fonte: Agência Fiocruz  

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