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FDA proíbe a venda de cartuchos com sabor para cigarros eletrônicos

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Nesta quinta-feira (2) a FDA (agência federal dos Estados Unidos responsável pela regulamentação de produtos alimentícios, derivados do tabaco, vacinas, remédios e equipamentos médicos, equivalente à nossa Anvisa) determinou o banimento de quase todos os cartuchos de vapes (os cigarros eletrônicos) com sabores de fruta ou de menta.

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As novas restrições se focam apenas no tipo de produto que costuma ser usados por crianças e adolescentes, e por isso deixam de fora da proibição os cartuchos de tabaco mentolado (que, assim como os cigarros mentolados, só podem ser vendidos para maiores) e os tipos de refil “tank”, que costumam apenas ser encontrados em tabacarias que só vendem o produto para o público adulto.

Assim, todas as fabricantes, vendedoras e distribuidoras de cartuchos de vape com sabor de fruta terão 30 dias para tirar o produto de circulação, e a FDA já avisou que possui uma força-tarefa preparada para inspecionar todos os locais em que o produto pode ser encontrado, multando aqueles que não estiverem de acordo com as novas regras. Ela ainda avisou que essa força-tarefa dará prioridade a marcas que promovem seus produtos como seguros para crianças e adolescentes, seja na própria embalagem ou em campanhas publicitárias.

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De acordo com Alex Azar, secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, nunca houve uma epidemia de uso de substâncias químicas no país que se espalhou tão rapidamente quanto o consumo de cigarros eletrônicos, e o banimento de todos os cartuchos com sabores de fruta é um tentativa de evitar que esses produtos funcionem como “porta de entrada” para uma nova geração de jovens viciados em cigarros, ao mesmo tempo que não retira dos adultos a possibilidade de usar esses produtos como substitutos do cigarro tradicional.

A decisão levou em conta uma Pesquisa Nacional sobre o Consumo de Tabaco entre Jovens publicada no fim do ano passado, que descobriu que a maioria dos jovens que consumiam produtos tabagísticos o faziam em cigarros eletrônicos à base de cartuchos, e que eram particularmente atraídos por sabores de frutas ou de menta.

Além da preocupação com o vício em tabaco, o uso de cigarros eletrônicos por adolescentes também está diretamente associado a mais de dois mil casos de doenças de pulmão causadas pelo consumo desses produtos, além de 54 mortes causadas pelo uso desses aparelhos. Contudo, estudos revelam que o vilão dessa doença puomonar causada pelos vapes, que ganhou o nome de EVALI, seria o acetato de vitamina E, presente em essências contendo THC (o princípio ativo da maconha).

Fonte: Engadget