FDA analisa liberação da segunda dose da vacina da Janssen contra covid

FDA analisa liberação da segunda dose da vacina da Janssen contra covid

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 15 de Outubro de 2021 às 10h40
Mika Baumeister/Unsplash

Por enquanto, os Estados Unidos já autorizaram a aplicação de doses de reforço da vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 em grupos de risco para casos da doença, como em idosos, por exemplo. Agora, a agência Food and Drug Administration (FDA) — espécie de Anvisa norte-americana — analisa pedido referente ao reforço do imunizante da Janssen (Johnson & Johnson). Até então, a fórmula é aplicada em dose única.

No processo de análise para a autorização (ou não) das doses de reforço da vacina da Janssen contra a covid-19, a FDA agendou uma reunião pública com os consultores da agência e especialistas para esta sexta-feira (15). A conclusão do encontro deverá guiar a decisão de uso da segunda dose da fórmula em todo o país e, provavelmente, em outras regiões do globo que seguem o modelo da agência americana.

Janssen pede autorização para que doses de reforço da vacina contra a covid-19 sejam aplicadas nos EUA (Imagem: Reprodução/Ha4ipuri/Envato)

Autorização das doses de reforço contra a covid

As discussões da FDA começaram após pedido da Janssen para que a dose extra do imunizante fosse autorizada para pessoas com 18 anos ou mais. A ideia é que a vacina seja aplicada seis meses depois da primeira aplicação, já que as evidências coletadas pela farmacêutica demonstraram que, neste período, a proteção contra formas mais graves da covid-19, hospitalizações e óbitos permanece forte. No entanto, para alguns grupos, esse período poderá ser encurtado para dois meses. 

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De acordo com o estudo da Janssen, uma segunda dose do imunizante pode aumentar ainda mais a imunidade contra o coronavírus SARS-CoV-2, chegando a 75% contra casos moderados e graves da doença. Considerando apenas os números dos EUA, a proteção contra a infecção sintomática chegou a 94% na dose extra.

Com uma única dose, a proteção contra casos graves da infecção chegou a 75%. Agora, com as duas doses da fórmula, a proteção foi de 100% por "pelo menos 14 dias após a vacinação final" para os quadros graves, segundo a farmacêutica.

Fonte: NPR  

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