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EUA começam a testar 3 diferentes vacinas contra o HIV em humanos

Por| Editado por Luciana Zaramela | 15 de Março de 2022 às 10h07

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Twenty20photos/Envato Elements
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Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) começa a testar três fórmulas diferentes de uma vacina de mRNA (RNA mensageiro) contra o HIV em humanos. Os imunizantes usam a mesma tecnologia das vacinas contra a covid-19 e foram desenvolvidos em parceria com a farmacêutica Moderna.

Apelidado de HVTN 302, o estudo clínico de Fase 1 para uma vacina de mRNA contra o HIV deve ser concluído até o mês de julho de 2023. Inicialmente, cerca de 100 voluntários saudáveis devem ser recrutados para a pesquisa que busca imunizar contra o vírus da Aids.

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“Encontrar uma vacina contra o HIV provou ser um desafio científico desafiador”, afirmou Anthony S. Fauci, diretor do Niaid, em comunicado. “Com o sucesso das vacinas seguras e altamente eficazes contra a covid-19, temos uma excelente oportunidade de aprender se a tecnologia de mRNA pode alcançar resultados semelhantes contra a infecção pelo HIV”, pontua sobre a pesquisa dos EUA.

Como funcionam as potenciais vacinas contra o HIV?

De forma geral, uma vacina de mRNA entrega uma "fórmula" (o material genético) que instrui o corpo a produzir um fragmento de uma proteína específica de um agente infeccioso — como o vírus da covid-19 ou do HIV. Após a injeção, o sistema imunológico passa a reconhecer esse fragmento e, em caso de infecções futuras, pode gerar uma resposta imune contra o invasor.

No atual estudo, serão examinadas a segurança e a capacidade de desencadear uma resposta imune de três vacinas contra o HIV:

  • A fórmula mRNA BG505 MD39.3;
  • A fórmula mRNA BG505 MD39.3 gp151;
  • A fórmula mRNA BG505 MD39.3 gp151 CD4KO.

Por que tês fórmulas diferentes?

Pode parecer curioso o fato de três fórmulas diferentes serem testadas nos EUA, mas não é. Isso ocorre porque pesquisadores planejam testar fórmulas que atuam contra três proteínas específicas — e diferentes — do vírus da Aids. Estes três pontos interferem na capacidade do agente infeccioso em invadir as células humanas. A ideia é encontrar o ponto mais promissor.

Vale ressaltar que nenhuma das fórmula envolve o vírus vivo ou fragmentos dele e todas contêm apenas informação genética (mRNA). Isso significa que, em nenhuma hipótese, podem causar a infecção. "Nenhuma das três vacinas candidatas pode causar infecção pelo HIV", reforça o Niaid, em nota.

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Estudo de imunizante contra o vírus da Aids

Na primeira etapa do estudo clínico de Fase 1, os voluntários serão divididos em três grupos, cada um com 18 participantes que não convivem com o HIV. Cada grupo receberá uma fórmula diferente da vacina de mRNA contra o vírus da Aids. No total, os voluntários devem receber três doses da vacina, através de injeções intramusculares de 100 microgramas.

Na segunda etapa, os cientistas norte-americanos só continuarão a testar aquelas fórmulas experimentais que foram seguras e que geraram alguma resposta imune. Novamente, serão recrutados três grupos, cada um com 18 voluntários. Os grupos devem receber fórmulas diferentes entre si com três doses, mas, agora, a concentração será diferente. As doses conterão 250 mcg da vacina.

Durante o estudo, as respostas imunológicas serão examinadas a partir de amostras de sangue dos voluntários. Além disso, os participantes serão acompanhados para que seja possível identificar possíveis efeitos adversos. Esta fase deve ser concluída até julho de 2023.

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Fonte: NIH