EUA aprovam terceira dose de vacina contra COVID-19

EUA aprovam terceira dose de vacina contra COVID-19

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 13 de Agosto de 2021 às 15h38
Seventyfourimages/Envato Elements

Na quinta-feira (12), a agência de saúde dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), autorizou o uso da terceira dose das vacinas de mRNA (RNA mensageiro) contra a COVID-19 em pacientes imunocomprometidos. Quem passou por um trasplante de órgão sólido (fígado, rim, pâncreas, coração, pulmão e intestino) ou quem têm um nível equivalente de imunocomprometimento está habilitado para receber o reforço do imunizante da Pfizer/BioNTech ou da Moderna. 

Nesta sexta-feira (13), o Comitê Consultivo em Práticas de Imunização dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) se reúne para discutir mais recomendações clínicas sobre indivíduos imunocomprometidos e a campanha de imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2. Poderão ser incluídos, por exemplo, pessoas em tratamentos oncológicos ou aqueles que vivem com o HIV, já que também apresentam baixas defesas do sistema imunológico.

EUA autorizam o uso da terceira dose da vacina da Pfizer e da Moderna (Imagem: Reprodução/Garakta-Studio/Envato Elements)

Por que adotar a terceira dose da vacina de mRNA?

De modo geral, pessoas imunocomprometidas e que receberam um transplante têm uma capacidade reduzida de combater infecções. Por isso, são consideradas como mais vulneráveis no caso do coronavírus. Mesmo após a imunização, esses pacientes devem manter as precauções para prevenir a COVID-19 e os contatos próximos dessas pessoas também devem ser vacinados. Caso se infectem, uma alternativa a ser avaliada é o uso dos anticorpos monoclonais.

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“O país entrou em mais uma onda da pandemia da COVID-19, e a FDA está especialmente ciente de que pessoas imunocomprometidas estão particularmente sob risco de doença grave. Após uma revisão completa dos dados disponíveis, a FDA determinou que este pequeno e vulnerável grupo pode se beneficiar de uma terceira dose das vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Moderna”, afirmou Janet Woodcock, da agência de saúde.

“A ação de hoje permite aos médicos aumentar a imunidade em certos indivíduos imunocomprometidos que precisam de proteção extra contra a COVID-19. Como afirmamos anteriormente, outros indivíduos, que estão totalmente vacinados, estão adequadamente protegidos e não precisam de uma dose adicional da vacina", destacou Woodcock.

No entanto, as orientações podem ser ajustadas no futuro, caso novas evidências sejam descobertas. "A FDA está ativamente envolvida em um processo rigoroso, com base científica, em conjunto com nossos parceiros federais, para considerar se uma dose adicional poderá ser necessária no futuro”, completou. Em um cenário hipotético, é possível que toda a população venha a receber a terceira dose. 

Fonte: FDA  

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