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Estímulos cerebrais podem aliviar sintomas do TOC

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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microgen/envato
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Uma equipe de pesquisadores da University of Colorado Anschutz Medical Campus identificou que a técnica de estimulação cerebral profunda é capaz de aliviar sintomas do transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

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Um cérebro com TOC está preparado para detectar quaisquer sinais de perigo potencial. Muitas pessoas com TOC acordam todos os dias com uma sensação de pavor e uma expectativa de que coisas ruins aconteçam. A vida diária é ofuscada pela sempre presente culpa, vergonha, medo e dúvida.

Como resultado, esses pacientes realizam atividades compulsivas e repetitivas para tentar evitar o desastre e gerenciar as emoções dolorosas. O melhor tratamento inicial para o TOC é um tipo de terapia de saúde mental chamada exposição e prevenção de resposta. Durante essas sessões, os pacientes são apoiados para confrontar gradualmente seus medos, ao mesmo tempo em que limitam os comportamentos que eles associam à segurança.

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Mas para o grupo de indivíduos com TOC grave e persistente, a estimulação cerebral profunda (um procedimento que menos de 400 pessoas com TOC foram submetidas em todo o mundo) pode ser eficaz. A técnica requer um procedimento neurocirúrgico para colocar eletrodos finos em estruturas profundas do cérebro, especificamente uma região conhecida como cápsula ventral/estriado ventral. Esses eletrodos fornecem correntes elétricas ao cérebro.

A corrente é produzida por geradores de pulso no tórax que se parecem muito com marca-passos cardíacos. Eles estão conectados aos eletrodos no cérebro por fios tunelados sob a pele. A ciência ainda não tem uma compreensão precisa de como funciona a estimulação cerebral profunda, mas por enquanto, o que se sabe é que ela normaliza a comunicação entre as partes do cérebro responsáveis ​​por receber informações e aquelas responsáveis ​​por agir sobre essas informações.

Essas áreas estão hiperconectadas em pessoas com TOC, levando a uma dependência excessiva de comportamentos reflexivos ou habituais. Assim, as mudanças induzidas pela estimulação cerebral profunda se correlacionam com a redução dos sintomas do TOC. Esse tipo de neuroestimulação é mais comumente usado para controlar os sintomas da doença de Parkinson, mas vale ficar de olho nas possibilidades que se ampliam aos pacientes com o transtorno obsessivo compulsivo.