Espuma biodegradável interrompe processo inflamatório e cura feridas na pele

Espuma biodegradável interrompe processo inflamatório e cura feridas na pele

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 30 de Maio de 2022 às 14h24
mimagephotography/envato

Em estudo publicado na Science Translational Medicine no último mês de abril, pesquisadores da Vanderbilt University (EUA) descreveram a descoberta de uma espuma biodegradável capaz de curar feridas na pele. Os experimentos conduzidos em porcos foram bem-sucedidos.

Segundo o artigo científico, a espuma interrompe o processo inflamatório e melhora a irrigação sanguínea, fazendo com que células novas e "limpas" apareçam, eliminando toxinas celulares liberadas durante a necrose. De qualquer forma, a principal proposta é que o custo seja consideravelmente menor, em comparação com os tratamentos disponíveis atualmente.

Acontece que esses métodos disponíveis são feitos de materiais com colágeno, que costumam custar cerca de US$ 3,8 mil (o equivalente a R$ 18,7 mil), ou com poliéster, a US$ 850 (cerca de R$ 4,1 mil), e os especialistas lançam alerta para o aumento do pH celular e uma possível piora no processo inflamatório.

Espuma biodegradáve foi testada em pele de porcos; estudo foi bem-sucedido (Imagem: Lucia Macedo/Unsplash)

"Os biomateriais sintéticos são mais baratos de fabricar do que os curativos biológicos e podem atingir uma gama mais ampla de propriedades físico-químicas, mas ainda há oportunidades para adaptar esses materiais para respostas imunes e regenerativas ideais", diz o estudo.

Na prática, a espuma reduz os elementos de oxigênio reativo, liberados durante a necrose e a inflamação, o que por sua vez diminui o estresse oxidativo. Enquanto o tecido regenerado substitui o danificado, o produto vai se degradando.

A ideia dos pesquisadores é refinar essa espuma biodegradável e começar em breve os testes em humanos. No entanto, o uso do curativo deve se limitar a ambiente hospitalar, com aplicação monitorada por um médico.

Fonte: Science Translational Medicine, Folha de S. Paulo

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