Em São Paulo (SP), fase vermelha se estende por todas às noites até fevereiro

Por Nathan Vieira | 25 de Janeiro de 2021 às 17h25
Pixabay

O Estado de São Paulo conta com uma estratégia para retomar com segurança a economia durante a pandemia, chamada Plano São Paulo. Cada região pode reabrir determinados setores de acordo com a fase (que vai de azul a verde, amarela, laranja e vermelha) em que se encontra. As regras envolvem a média da taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes com COVID-19, número de novas internações no mesmo período e o número de óbitos. E, a partir desta segunda-feira (25), após anúncio do governo, várias cidades entrarão na fase vermelha. A Grande São Paulo, que ficará na fase laranja, vai lidar com restrições da vermelha durante a noite e aos finais de semana.

Segundo o anúncio, as regiões de Barretos, Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté estarão na fase vermelha, o que indica o fechamento de comércios e serviços não essenciais. As demais, incluindo a Grande São Paulo, ficarão na etapa laranja, mas com restrições da vermelha em dias úteis, após as 20h. E, aos finais de semana, essa fase vermelha acontece integralmente. As medidas seguem até o dia 7 de fevereiro — até lá, nenhuma região poderá avançar às fases amarela e verde.

“Antes que milhões de brasileiros possam ser vacinados, todos nós precisamos lidar com a dura realidade que a pandemia nos impõe neste momento. Uma segunda onda de coronavírus atingiu o mundo e seus efeitos também atingiram o Brasil e o estado de São Paulo. O aumento no número de casos, internações e óbitos é extremamente preocupante. É a ciência, a saúde e a medicina que determinam os caminhos que temos a seguir para proteger vidas”, afirmou o governador, João Doria.

Segundo o governo, as medidas foram recomendadas por cientistas e médicos do Centro de Contingência do coronavírus. O grupo de especialistas orienta e aconselha as autoridades estaduais com base em índices epidemiológicos e hospitalares desde a confirmação do primeiro caso no Brasil, há quase 11 meses.

As fases do Plano São Paulo

São Paulo entra na fase vermelha todas as noites até 7 de fevereiro, e nos fins de semana em tempo integral (Imagem: Christo Anestev/Pixabay)

O Governo do Estado e o comitê de saúde voltaram a pedir a colaboração de toda a sociedade para reforçar o distanciamento social e evitar aglomerações ou reuniões sociais, e ressaltou além o uso obrigatório de máscaras em locais de acesso público e higiene frequente das mãos. O novo mapa mostra 78% da população de São Paulo na fase laranja e 22% na etapa vermelha.

A fase vermelha, mais rígida, só permite o funcionamento normal em setores essenciais como farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias e hotelaria. Demais comércios e serviços não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e entregas por telefone ou aplicativos.

Enquanto isso, na etapa laranja, academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, concessionárias, escritórios e parques estaduais podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade e encerramento às 20h.

“O cenário para os próximos dias não é tranquilizador, muito pelo contrário, é sombrio. Nós temos risco em São Paulo, se não tomarmos as medidas necessárias, de em pouco tempo termos dificuldade de oferecer leitos de UTI para pessoas que necessitem de tratamento”, declarou João Gabbardo Coordenador Executivo do Centro de Contingência. “São Paulo apresenta um óbito a cada seis minutos. O tempo que demorarmos para tomar as medidas necessárias vai significar óbitos nesta velocidade.”

A média de ocupação de leitos de UTI por pacientes graves de COVID-19 passou de 67,5% para 71,1%, com 18,9 vagas exclusivas para coronavírus a cada 100 mil habitantes. Assim, o Governo do Estado endureceu o parâmetro de ocupação UTI COVID-19 de 80% para 75% para a fase vermelha e também cancelou a realização de cirurgias eletivas.

Aulas em São Paulo

São Paulo obrigou alunos a frequenterem as escolas nas fases laranja e vermelha, mas voltou atrás e agora é opcional (Imagem: Gery Wibowo/Unsplash)

O Conselho Estadual de Educação (CEE) tornou obrigatória a presença de alunos em pelo menos um terço das classes, tanto nas instituições públicas quanto privadas, mesmo nas fases laranja e vermelha. No entanto, voltaram atrás. Agora, os pais poderão mandar seus filhos para a escola apenas se quiserem. Caso contrário, a aula online ainda é uma opção.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (22), o secretário Rossieli anunciou o início do ano letivo em 1º de fevereiro para a rede particular e 8 de fevereiro para a rede privada. "Na própria indicação do conselho deixamos claro que poderíamos fazer modificações. Se a família não quiser mandar o aluno para a aula presencial na fase vermelha e laranja, poderá. Isso vale para a rede privada e estadual", apontou.

Fonte: Governo de São Paulo

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