Em cirurgia raríssima, médicos separam gêmeas siamesas unidas pelo crânio

Em cirurgia raríssima, médicos separam gêmeas siamesas unidas pelo crânio

Por Renato Santino | Editado por Luciana Zaramela | 06 de Setembro de 2021 às 14h40
Divulgação/Soroka Medical Center

Após uma cirurgia raríssima, duas irmãs gêmeas de apenas 1 ano conseguiram ver uma a outra em Israel, na cidade de Beersheba. As duas haviam nascido unidas pela parte de trás da cabeça. A intervenção foi inédita no país.

Segundo Mickey Gideon, neurocirurgião pediátrico e chefe do Centro Médico Soroka, a operação, descrita como altamente complexa, foi realizada apenas 20 vezes no mundo inteiro.

O procedimento envolveu meses de preparação para ser bem-sucedido. Um passo importante foi a inserção de bolsas de silicone infláveis na cabeça das duas; com esse procedimento, os crânios se expandiam regularmente, o que forçava a pele a se esticar. Graças a esse procedimento, o excesso de pele e couro cabeludo pode ser enxertado em suas cabeças após a reconstrução craniana.

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Cirurgia levou 12 horas e envolveu meses de preparação (Divulgação/Soroka Medical Center)

Além disso, a preparação também incluiu a criação de um modelo em 3D do crânio unido das gêmeas, o qual foi usado para simular a cirurgia em realidade virtual antes do procedimento real.

“Nós não poupamos nada, nem consultores, nem tecnologias, nem tempo, nem recursos. Fizemos dezenas de ensaios e simulações neste ano”, afirmou Gideon. Tais esforços tiveram um preço: estima-se que o procedimento tenha custado um total de 7 milhões de shekels israelenses, equivalente a R$ 11,3 milhões na cotação atual.

As bebês ainda estão sob observação, e Gideon explica que os próximos dias serão cruciais, especialmente se tratando de uma cirurgia que envolve o cérebro. No entanto, a expectativa é que as duas possam viver vidas normais a partir de agora.

Fonte: Reuters, BBC, Ynet News, Observatorial

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