Dor de garganta é o sintoma mais comum da Ômicron

Dor de garganta é o sintoma mais comum da Ômicron

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 31 de Janeiro de 2022 às 12h40
Pressmaster/Envato

A partir da próxima terça (1), já estaremos em fevereiro, mês em que o Ministério da Saúde prevê o pico da onda de Ômicron. Considerando que a recomendação é estar preparado, vale levantar olhares para dados revelados recentemente pelo projeto Zoe COVID Symptom Study, que concluem que a dor de garganta é o sintoma mais comum da variante.

O projeto britânico se conentra em registrar o que sentem as pessoas infectadas pela covid-19, e até o fim de dezembro, 57% das pessoas com Ômicron relataram dor de garganta. A análise não encontrou diferenças muito claras entre os sintomas dessa variante com a Delta, de modo que apenas 50% das pessoas teve os três sintomas clássicos de febre, tosse ou perda de olfato e paladar.

O relatório aponta que a perda de olfato e paladar se tornou menos comum: o sintoma estava entre os 10 principais no início de 2021, e agora já se encontra em 17º lugar, atingindo apenas um em cada cinco pacientes.

De acordo com os responsáveis pelo projeto Zoe, embora a Ômicron possa parecer mais um resfriado para muitas pessoas, a cepa ainda pode hospitalizar, matar ou deixar sintomas de longo prazo. Além disso, o fato de a Ômicron ser muito mais infecciosa do que o Delta significa que pode se espalhar mais rapidamente.

"É importante conhecer e reconhecer todos os sintomas da Ômicron. Dor de garganta, coriza, dor de cabeça e fadiga podem indicar covid-19. Se você estiver com algum sintoma, faça o teste e isole até obter o resultado. Isso ajudará a impedir a propagação", afirmam os cientistas da Zoe.

Dor de garganta: o sintoma mais comum da Ômicron

Dor de garganta é o sintoma mais comum da Ômicron (Imagem: twenty20photos/envato)

Cientistas vêm apontando que a variante tem maior probabilidade de infectar a garganta do que os pulmões. Enquanto isso, um estudo preliminar publicado na plataforma MedRxiv no último dia 19 sugere que, em uma pessoa infectada pela Ômicron, a carga viral atinge o pico na saliva um a dois dias antes de atingir o pico na área do nariz.

O CDC (órgão de saúde dos EUA) orienta algumas maneiras de se sentir melhor quando está com dor de garganta, como chupar pastilhas, fazer gargarejo com água morna e sal, tomar bastante líquido e usar mel para aliviar o desconforto. Além disso, podem ser usados medicamentos anti-inflamatórios, corticoide nasal e oral.

Sintomas da Ômicron

Os sintomas que acompanham a cepa podem levar de dois a 15 dias após a exposição ao vírus para surgir. Os mais comuns são:

  • Dor de garganta
  • Dores musculares ou no corpo
  • Dor de cabeça
  • Cansaço extremo
  • Febre
  • Calafrios
  • Tosse
  • Falta de ar
  • Congestão nasal ou coriza
  • Náusea ou vômito
  • Diarreia
  • Perda de paladar ou olfato

Fonte: Zoe COVID Study (1,2), CDC, MedRxiv

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