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Dengue | Repelente pode faltar no Brasil pela alta procura

Por| Editado por Luciana Zaramela | 01 de Março de 2024 às 08h38

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Towfiqu barbhuiya/Unsplash
Towfiqu barbhuiya/Unsplash

A onda de dengue no Brasil tem desencadeado uma alta procura por repelente, e os fabricantes temem que a matéria-prima possa entrar em falta, já que vem de outros países e pode demorar até 150 dias para chegar. As empresas aumentaram os turnos de trabalho e chegaram a dobrar a produção. 

Para a criação do repelente, os fabricantes podem contar com um dos três princípios ativos:

  • Icaridina, de origem natural e o mais indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Dietiltoluamida, um químico inflamável
  • Butilacetilaminopropionato de etila, também chamado de IR 3535, produzido pela Merck
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Desses, o icaridina é o mais procurado, mas a importação demora no mínimo 30 dias. Os fabricantes buscam soluções como estoques antecipados ou a implementação de meios de transporte mais velozes para que os materiais possam ser trazidos para o Brasil a tempo do pico da dengue (que deve acontecer entre o fim de março e o começo de abril).

Em resposta à alta procura por repelente, uma das ideias é trazer a matéria-prima por meio do transporte aéreo, mas os próprios fabricantes reconhecem que isso leva o custo a ficar 150% maior.

Alta demanda por repelente

Um levantamento da empresa de software Linx diz que a venda de repelentes aumentou 26,4% no primeiro bimestre de 2024, em comparação com o primeiro bimestre de 2023. As fabricantes também se depararam com um aumento considerável no faturamento: 45,5%.

Segundo apuração d'OGlobo, o aumento da demanda por repelentes se deu da seguinte maneira, por estado, em relação a dezembro para janeiro:

  • Rio de Janeiro: 74%
  • São Paulo: 68%
  • Santa Catarina: 280%
  • Rio Grande do Sul: 266%

Nas drogarias (tanto em lojas físicas quanto virtuais), as vendas ficaram acima do esperado para o início do ano.

Aumento na produção de repelente

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A busca cada vez maior pelo produto contra os insetos levou as maiores fabricantes a aumentar os turnos de trabalho. Na SC Johnson, por trás das marcas Off! e Exposis, houve um aumento de 150% nas produções do último mês de janeiro.

A Cimed, que fabrica o Xô Insetos, também aumentou de dois para três turnos. A previsão é que 1,5 milhão de repelentes sejam produzidos pela empresa neste mês de março. Ainda assim, os executivos observam que a demanda é muito maior do que conseguem suprir.

Aumento de preços

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Com o aumento da demanda e esses obstáculos em conseguir a matéria-prima o suficiente para suprir essa busca, os preços sobem. O Procon-SP anunciou que os preços dos repelentes passaram por reajustes de 15,78% entre dezembro e fevereiro. As diferenças entre o mesmo produto são expressivas, segundo o órgão: podem chegar a 84,19%.

Além do repelente para passar no corpo, existem alguns métodos que podem ser utilizados para afastar o mosquito da dengue, como óleos essenciais extraídos de plantas

Fonte: Folha de S. Paulo, O Globo