Delta já é a variante do coronavírus dominante nos EUA, estima governo

Delta já é a variante do coronavírus dominante nos EUA, estima governo

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 08 de Julho de 2021 às 13h30
hemul75/Envato

Considerada mais transmissível e associada a maior evasão imunológica, a variante Delta (B.1.671.2) do coronavírus SARS-CoV-2 já é responsável pela maioria dos casos de novas infecções nos Estados Unidos. A estimativa é de que a variante do vírus da COVID-19 seja responsável por 51,7% das contaminações, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doença (CDC).

Como as autoridades de saúde previram, a variante Delta superou rapidamente a Alpha (B.1.1.7), a variante que foi, até então, predominante no país. Agora, o número médio de novos casos da doença, de hospitalizações e de óbitos voltam a crescer em todo o país, no entanto, são estatisticamente bem menores do que os observados nas ondas anteriores da COVID-19. A principal justificativa para o atual cenário é de que as vacinas estão desempenhando o papel protetor esperado.

Vacinas explicam o porquê da variante Delta ser predominante, mas o número de óbitos não se elevar nos EUA (Imagem: Reprodução/Nelsonart/Envato Elements)

Até quarta-feira (7), 58,4% dos adultos nos EUA estavam completamente vacinados — com as 2 doses ou com uma vacina de aplicação única. Além disso, 67,2% da população adulta recebeu pelo menos uma dose de algum imunizante contra a COVID-19. No entanto, essas taxas de imunização não são iguais no país — por exemplo, o estado de Vermont vacinou, de forma completa, 74,3%.

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Vacinas contra a variante Delta

A boa notícia é que pesquisas sugerem que a maioria das vacinas oferece uma proteção significativa contra a variante Delta, principalmente na prevenção de hospitalizações e óbitos. Este é o caso da pesquisa preliminar sobre a vacina da Janssen, por exemplo. No entanto, elas precisam ser usadas em larga escala.

Em paralelo, estudos também sugerem que uma única dose fornece uma proteção fraca contra a Delta. Por isso, é necessário ampliar a imunização no país. Em Israel, pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Tel Aviv concluíram que o imunizante da Pfizer/BioNTech reduz entre 51% e 54% os casos da doença apenas com a primeira dose. No entanto, esse índice melhora com a imunização completa.

Mesmo com a variante Delta, os EUA estão com uma média de 15 mil novos casos da COVID-19 por dia e a tendência é de crescimento. Por mais que o índice de aumento seja nacional, ele atinge os estados de forma desigual. Isso porque locais com baixas taxas de vacinação, incluindo partes do Missouri, Arkansas e Nevada, identificaram surtos localizados da doença, com números expressivos.

Fonte: NYT  

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