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Covid | Pacientes da variantes FliRT revelam seus piores sintomas

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  |  • 

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A mais recente preocupação no que diz respeito à covid-19 tem sido a ascensão das variantes apelidadas como FliRT (KP.3, KP.2, LB.1 e  KP.1, que descendem da JN.1), responsáveis por um aumento de casos nos EUA. Nas redes sociais, as pessoas infectadas com essas subvariantes relataram surpresa com a gravidade de seus sintomas.

No Reddit, um usuário escreveu que essa é sua quarta infecção, e por sua vez, a pior: "Alguém mais tem essa nova variante FliRT e se sente péssimo? Estou no quarto dia e sinto que estou vivendo uma miséria. Tenho muito catarro, mas dói muito tossir porque minha garganta está pegando fogo! Esta é a quarta vez que tenho covid-19 e juro que nunca senti nada pior".

Na mesma rede, outro usuário relatou: "Já tive covid-19 algumas vezes, mas esta foi a pior que já tive. Testei positivo quatro dias seguidos, adormeci a cada poucas horas com sonhos febris, a temperatura caiu algumas vezes, mas continua subindo, dor de cabeça, não consigo respirar pelo nariz e não consigo ficar de pé por muito tempo sem sentir que estou prestes a desmaiar".

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Na ocasião, o internauta ainda descreveu que as outras infecções pareceram apenas um resfriado comum.

Nos comentários das publicações, outros internautas interagiram, e grande parte deles revelatou dores fortes na garganta, principalmente a partir do terceiro dia a partir do início de sintomas.

Variantes FliRT

As variantes FLiRT têm mutações em suas proteínas spike que não foram vistas na JN.1, a variante mais comum do mundo. Por enquanto, as evidências sugerem que essas mutações podem tornar mais fácil para o vírus escapar da imunidade das pessoas — seja ela promovida pela vacina ou por uma infecção anterior.

As mutações específicas que as pessoas chamam de “FLiRT” ou “FLip” referem-se a posições específicas na proteína spike — neste caso, posições 456, 346 e 572.

O que acontece é que duas dessas mutações (456 e 346) eliminam os locais de ligação para anticorpos que neutralizam o SARS-CoV-2. No entanto, esses mesmos locais de ligação de anticorpos também são importantes para o vírus se ligar e entrar nas células.

Por enquanto, também acredita-se que a infecção por JN.1 deve fornecer proteção contra todas as variantes do FLiRT, já a infecção por uma variante mais antiga tem menos probabilidade de oferecer proteção.

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Fonte: Reddit (1, 2), John Hopkins School of Public Health, Yale Medicine