Covid longa afeta um em cada cinco pacientes infectados, segundo CDC

Covid longa afeta um em cada cinco pacientes infectados, segundo CDC

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 26 de Maio de 2022 às 17h25
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A covid longa atinge um em cada cinco pacientes infectados pelo SARS-CoV-2, segundo um artigo publicado no CDC (Centers for Disease Control and Prevention, departamento de saúde dos EUA), na última terça-feira (24).

Para chegar a essa descoberta, os cientistas por trás do estudo examinaram os registros de saúde de quase 2 milhões de pacientes, comparando os que foram diagnosticados com covid-19 e os que não tiveram a doença (março de 2020 a novembro de 2021).

O estudo analisou 30 condições associadas à covid longa, como doenças cardíacas, insuficiência renal, ansiedade, asma, distúrbios hemorrágicos, distúrbios gastrointestinais, fadiga, insuficiência cardíaca, dor, ataque cardíaco, demência, distúrbios do sono e diabetes. De cinco pessoas entre 18 e 64 anos que sobreviveram à covid-19, uma desenvolveu consequências a longo prazo. Enquanto isso, um em cada quatro pacientes com 65 anos ou mais sofreram de covid longa.

As queixas mais frequentes entre os pacientes envolviam sintomas respiratórios e dores musculares. No entanto, idosos que sobreviveram à infecção tiveram maior risco de doenças neurológicas, em comparação com quem não teve covid-19.

Segundo o departamento, o estudo lança luz sobre a necessidade de estratégias de prevenção da covid-19 e o monitoramento de todos os sobreviventes da doença, especialmente idosos. "À medida que mais pessoas são expostas e infectadas por SARS-CoV-2, aumentam os relatos de pacientes que apresentam sintomas persistentes após covid-19 grave e desenvolvem condições pós-covid", aponta o relatório.

Covid longa

Covid longa afeta um em cada cinco pacientes infectados, segundo CDC (Imagem: twenty20photos/Envato)

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "a condição pós-covid ocorre em indivíduos com histórico de infecção por SARS CoV-2 provável ou confirmada, geralmente 3 meses após o início da covid-19 sintomática, e que duram pelo menos 2 meses", e os sintomas podem surgir após um episódio grave ou, ainda, persistir desde o início da doença. "Os sintomas também podem flutuar ou recair ao longo do tempo", conforme define a agência.

Os pesquisadores da Fiocruz identificaram 23 sintomas da covid longa, sendo que a fadiga foi considerada o sintoma mais comum da condição. Outras que integram a lista são fadiga, tosse, dificuldade de respirar, perda do olfato ou paladar, dor de cabeça, dor muscular, dor no corpo, olhos vermelhos, insônia e alteração na pressão arterial. Veja o material completo.

Fonte: CDC via Fortune

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