COVID: 7 milhões de brasileiros não voltaram para a segunda dose

COVID: 7 milhões de brasileiros não voltaram para a segunda dose

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 12 de Agosto de 2021 às 09h40
Gustavo Fring/Pexels

Na terça-feira (10), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que cerca de 7 milhões de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra a COVID-19 em atraso. Em outras palavras, são pessoas que receberam a primeira dose do imunizante contra o coronavírus SARS-CoV-2, mas ainda não voltaram para completar o esquema vacina. Nesse momento, não estão protegidos contra a doença.

“São 7 milhões de pessoas que não foram tomar a segunda dose da vacina. É um esforço hercúleo que todos nós fazemos para conseguir vacinas para a população brasileira. […] Não justifica que as pessoas não busquem as salas de vacinação para tomar a segunda dose porque não está faltando”, afirmou o ministro Queiroga, durante o anúncio da Campanha Nacional para Prevenção e Atenção à Obesidade Infantil.

Atrasados para a segunda dose da vacina ainda podem completar o esquema vacinal contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/Lucigerma/Envato Elements)

Além disso, o ministro reforçou a importância da imunização completa, orientando que as pessoas voltem aos centros de vacinação. “Aqueles que não tomaram, busquem a segunda dose, porque a imunização só estará completa com ela", pediu. Vale explicar que mesmo quem está com o prazo vencido de retorno para a segunda dose por algum motivo, ainda pode completar a imunização contra a COVID-19, sem problemas.

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Por outro lado, 43,9 milhões de pessoas foram completamente imunizados contra a COVID-19, recebendo as duas doses ou o imunizante de dose única, segundo o vacinômetro do Ministério da Saúde. No total, são mais de 20% dos brasileiros.

O que acontece se tomar apenas a primeira dose?

Após receber a primeira dose, a pessoa ainda precisa manter todos os cuidados de proteção — como evitar aglomerações e manter o uso de máscaras — contra a COVID-19, já que o sistema imunológico do indivíduo ainda não está preparado para combater uma eventual infecção. Alguma resposta, ainda baixa, só começará a ser formada após algumas semanas, dependendo do imunizante. Em outras palavras, uma única aplicação não basta para proteger uma pessoa das formas mais graves e nem garante o máximo desempenho do imunizante.

A maior capacidade protetora de uma vacina só deve começar a ser obtida após duas semanas da segunda dose. Nesse momento, anticorpos neutralizantes, aqueles que são capazes de barrar a entrada do coronavírus nas células saudáveis, já estão sendo produzidos. Para a vacina Covishield (Oxford/AstraZeneca), a taxa de eficácia — probabilidade de um imunizado não se contaminar com formas sintomáticas — é de 79%, por exemplo.

Fonte: Veja e Vacinômetro da Saúde    

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