COVID-19 | Voluntários da vacina da Novavax produzem alto nível de anticorpos

Por Nathan Vieira | 07 de Agosto de 2020 às 07h30
Reprodução: Freepik

Frente a essa pandemia, inúmeras empresas estão dedicadas a descobrir uma vacina ideal para a luta contra a COVID-19. Com isso, na última quarta-feira (5), a empresa de biotecnologia Novavax anunciou os resultados de um estudo preliminar de sua vacina experimental: esse estudo recrutou 131 voluntários saudáveis ​​na Austrália, deu a eles um placebo ou uma das quatro doses crescentes de sua vacina e descobriu que todos que receberam o imunizante produziram um alto nível de anticorpos contra a doença.

No mês pasado, a Novavax assinou um acordo para receber US$ 1,6 bilhão (o equivalente a R$ 8,4 bilhões) em financiamento como parte do programa "Operação Warp Speed", que reúne empresas farmacêuticas privadas, agências governamentais e militares para reduzir drasticamente o tempo necessário para desenvolver uma vacina, com o objetivo de fazer doses suficientes para a maioria dos americanos.

Quando se trata de efeitos colaterais, a empresa anunciou que cerca de 80% dos voluntários experimentaram dor e sensibilidade no local da injeção, enquanto mais de 60% tiveram outros efeitos como fadiga e dores de cabeça. A maioria das reações foi leve, mas oito pacientes tiveram efeitos colaterais graves. Apesar disso, a Novavax disse que ninguém foi hospitalizado como resultado e todas as reações desapareceram após alguns dias.

Nessa primeira fase, o objetivo era estabelecer a segurança e não a eficácia da vacina, e é válido notar também que os dados ainda não foram revisados. Por enquanto, é muito cedo para tirar conclusões concretas se a vacina protegerá contra o coronavírus em longo prazo.

A corrida pela vacina

O mundo inteiro está motivado a encontrar uma vacina que ajude na luta contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/Pixabay)

Existem cerca de 160 vacinas em desenvolvimento contra o coronavírus, com pesquisadores dos EUA, Europa, China e Austrália trabalhando exaustivamente. Entre as fórmulas, 21 candidatas estão em avaliação clínica e 139 em avaliação pré-clínica, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No fim de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comentou que a ChAdOx1 nCoV-19, vacina produzida por Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, é a "mais avançada" do mundo "em termos de desenvolvimento". Em compensação, as autoridades russas esperam que até o dia 10 de agosto (ou mesmo antes) ocorra a aprovação de sua vacina contra a COVID-19. O ministro da Saúde do país em questão, Mikhail Murashko, informou que está se preparando para iniciar uma campanha de vacinação em massa já em outubro.

Fonte: MIT Technology Review

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