COVID-19 | Pfizer pedirá uso emergencial para sua vacina ainda em novembro

COVID-19 | Pfizer pedirá uso emergencial para sua vacina ainda em novembro

Por Nathan Vieira | 10 de Novembro de 2020 às 16h40
Ake/Rawpixel

Na última segunda-feira (9), a farmacêutica norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech anunciaram que sua candidata a vacina contra a COVID-19 é mais de 90% eficaz na prevenção da infecção, de acordo com os dados iniciais do estudo clínico de fase 3. Já nesta terça (10), o médico Edson Moreira, coordenador dos estudos no Brasil, informou que a farmacêutica deve enviar os dados para registro da vacina ainda em novembro, junto com um pedido para uso emergencial.

Durante entrevista à GloboNews, o médico afirmou: "A Pfizer pretende fazer o pedido de registro até o final desse mês, até a terceira semana. E, diante da gravidade do assunto e da importância de saúde pública, também pedir uma aprovação para uso e distribuição emergencial".  

Ele também opinou em relação à recém-anunciada eficácia de 90% da vacina desenvolvida pela Pfizer, alegando que essa taxa superou as expectativas dos desenvolvedores e que os voluntários que tomaram o imunizante tiveram uma produção de anticorpos superior à das pessoas que tiveram COVID-19: "90% de eficácia é extraordinário. Pode parecer pouco, mas, no mundo das vacinas, isso está nas mais altas respostas que poderíamos esperar".
 
Enquanto isso, o diretor da BioNTech, Ugur Sahin, revelou uma expectativa de que a imunidade gerada pela vacina dure pelo menos um ano. "Devemos ser otimistas de que o efeito da imunização pode durar pelo menos um ano", afirmou. Além disso, as farmacêuticas também informaram que não encontraram nenhuma preocupação séria de segurança e esperam obter autorização de uso emergencial nos EUA ainda neste mês.

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Pfizer pedirá uso emergencial para sua vacina ainda em novembro (Imagem: Thirdman/Pexels)

Quanto à repercussão do anúncio da eficácia da vacina em questão, Bruce Aylward, diretor-geral assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que os resultados foram "muito positivos". Já o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, descreveu a notícia como encorajadora e parabenizou os envolvidos. "Agradecemos as encorajadoras notícias sobre a vacina da Pfizer/BioNTech e também todos os cientistas e parceiros pelo mundo que estão desenvolvendo novas ferramentas seguras e eficazes para vencer a COVID-19. O mundo está experimentando inovações científicas e colaborações sem precedentes para acabar com a pandemia".

O anúncio em questão também despertou a "concorrência". Depois que a eficácia da vacina da Pfizer foi anunciada, Oksana Drapkina, diretora de um instituto de pesquisa do Ministério da Saúde, anunciou que a candidata russa Sputnik V também é mais de 90% eficaz.  “Somos responsáveis ​​por monitorar a eficácia da vacina Sputnik V entre os cidadãos que a receberam como parte do programa de vacinação em massa. Com base em nossas observações, sua eficácia também é superior a 90%. O aparecimento de outra vacina eficaz é uma boa notícia para todos”, disse a diretora, durante comunicado.

Fonte: G1

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