COVID-19 no BR: cientistas e médicos reforçam importância do isolamento social

Por Fidel Forato | 07 de Abril de 2020 às 17h55

Um grupo formado por cientistas e médicos, incluindo o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, publicou hoje (7) um relatório técnico na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical que prevê o aumento de casos da COVID-19 no Brasil e reforça a necessidade de isolamento social para combater a pandemia ativamente no país.

Além do ministro, o documento traz a assinatura de cientistas da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da Fiocruz e da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado.

Entre as indicações para conter o novo coronavírus estão o uso de máscaras e o isolamento social (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

De acordo com a publicação divulgada pela Agência BORI, mesmo que o Brasil esteja implementando algumas medidas para reduzir o número de transmissões do novo coronavírus (SARS-CoV-2), como o isolamento social, é esperado um aumento nos casos da COVID-19 nos próximos meses.

“Vários modelos matemáticos mostraram que o vírus estará potencialmente circulando até meados de setembro, com um pico importante de casos em abril e maio”, explicam os autores sobre o possível cenário brasileiro no relatório, sem mencionar previsões numéricas.

“Assim, existem preocupações quanto à disponibilidade de unidades de terapia intensiva (UTI) e ventiladores mecânicos necessários para pacientes hospitalizados com COVID-19, bem como a disponibilidade de testes diagnósticos específicos”, ainda afirmam os envolvidos sobre as possíveis demandas para a Saúde.

O grupo de pesquisadores reforça o isolamento social e explica que não é uma medida contrária à economia: “Se o distanciamento social for eficaz limitando o acesso do público apenas a serviços essenciais, o impacto econômico pode ser mitigado enquanto a epidemia é controlada.”

Menos preconceito e mais máscaras

Além do isolamento social, um eficiente método para impedir o aumento de transmissões do novo coronavírus seria o uso das máscaras descartáveis ou de pano no cotidiano dos brasileiros. Nesse sentido, os autores explicam que diferenças culturais podem impactar diretamente na popularidade desse cuidado.

Isso porque o uso de máscaras é comum e aceito na Ásia, mas nem tanto na América Latina. “Essas diferenças podem ser decisivas na evolução das pandemias e também precisam ser abordadas nos protocolos de ciências sociais”, comenta o relatório.

Até o momento, o Brasil contabiliza mais de 660 óbitos e mais de 12 mil casos confirmados desde o início o primeiro caso da pandemia no  país, dia 26 de fevereiro. No entanto, o número real de contaminados tende a ser maior devido à subnotificação.

Fonte: Agência BORI

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