COVID-19 | Ministro da Ciência e Tecnologia lança estudo usando vermífugo Annita

Por Nathan Vieira | 06 de Julho de 2020 às 15h25
BlenderTimer /Pixabay

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, inaugurou o Projeto “Sarita-2|#500 voluntários” em Juiz de Fora, Minas Gerais, na semana passada. Trata-se, basicamente, de um estudo clínico para tratamento precoce da COVID-19. O objetivo é avaliar a carga viral, assim como os sintomas respiratórios, a taxa de internação hospitalar e os parâmetros inflamatórios em pacientes, após o tratamento com a nitazoxanida, princípio ativo dos antivirais mais conhecidos como Azox ou Annita.

Juiz de Fora é o segundo município brasileiro a participar da pesquisa, coordenada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto tem direção do Hospital Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), apoio da Prefeitura de Juiz de Fora e pretende verificar os efeitos do uso precoce da medicação em pacientes de Covid-19 com sintomas gripais. Os trabalhos deverão se estender por um mês, e de acordo com a assessoria do HMTJ, a equipe da UPA atuará na sensibilização e preparo dos voluntários.

“O projeto é um ensaio clínico intervencionista prospectivo randomizado controlado por placebo, duplo-cego, comparando-se nitazoxanida com o placebo em pacientes que apresentem pelo menos dois dos sintomas mais comuns de Covid-19 (febre e/ou tosse seca e/ou fadiga), até o terceiro dia do início da apresentação dos sintomas”, disse a assessoria do hospital responsável.

Vermífugo Annita (Imagem: Fernando Bergamo)

O estudo clínico foi dividido em três etapas e teve aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Sendo assim, a primeira etapa aconteceu por meio de inteligência artificial, enquanto a segunda foi realizada com testes in vitro. Já a terceira etapa do estudo clínico foi autorizada em abril pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realização de testes clínicos em 500 pacientes, internados em 21 hospitais.

No dia 15 de abril, o ministro Pontes divulgou que um estudo brasileiro com a nitazoxanida indicava eficácia de 94% de sucesso do medicamento contra células infectadas pelo novo coronavírus. Na ocasião, anunciou: "No máximo na metade de maio, teremos uma solução de tratamento. Um remédio sem efeitos colaterais, [com estudo] desenvolvido pela pesquisa brasileira com todo o rigor científico", afirmou na época.

Fonte: Tribuna de Minas

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