COVID-19 | Mais uma vacina entra em fase de testes em humanos no Brasil

Por Nathan Vieira | 30 de Julho de 2020 às 12h35
CDC/Unsplash

Em meio a essa corrida para encontrar uma vacina contra a COVID-19, a China é a quarta no pódio, pelo menos quando se trata de testes realizados aqui no Brasil. Acontece que a farmacêutica chinesa Sinopharm entrou na fase de testes em humanos, e é a quarta empresa a fazer testes no país, tendo em mente que o Brasil já participa de ensaios clínicos conduzidos por Oxford/AstraZeneca, Sinovac Biotech e pela parceira Pfizer/BioNTech.

O governador do Paraná assinou, na terça-feira (28), o termo de confidencialidade com a empresa estatal chinesa, e a expectativa é que o processo possa começar ainda no mês de agosto. Essa parceria de cooperação técnica e científica do Governo do Paraná com a China para iniciar os testes e a produção de vacina contra a COVID-19 no Estado, por meio do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná). Além dos testes, o acordo também garante ao Estado acesso ao resultado das duas primeiras fases de testagem. Tendo isso em mente, o laboratório aponta que os processos iniciais, já encerrados, tiverem 100% de positivação e sem reação adversa grave.

Sinopharm é a quarta empresa a fazer testes no país, que já participa de ensaios clínicos da Oxford/AstraZeneca, Sinovac Biotech e Pfizer/BioNTech  (Imagem: Unsplash)

O próximo passo é estabelecer o termo científico regulatório e o protocolo sanitário de validação para identificar o melhor modelo de testagem a ser seguido. A intenção, segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, é fazer do instituto paranaense um polo produtor e distribuidor do medicamento para o restante do Brasil e também para países da América do Sul, só que todo o processo ainda depende da liberação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Vale ressaltar, ainda, que estão formando um grupo de trabalho para definir o protocolo de validação para o início dos testes em fase III da vacina chinesa. O grupo contempla especialistas e técnicos do Tecpar; a Secretaria da Casa Civil; da Superintendência-Geral da Ciência Tecnologia e Ensino Superior; e a Secretaria da Saúde, e a ideia, basicamente, é que nos próximos 15 dias o termo seja submetido aos órgãos regulatórios. Depois da aprovação, deve ser iniciada a fase de testagem da população. 

O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, diz que os estudos clínicos na fase III, que avaliam a eficácia da vacina, costumam ser feitos em torno de três a quatro meses, e só depois de resultados satisfatórios obtidos na fase III é possível iniciar as tratativas para a produção.

Corrida pela vacina contra COVID-19

Cerca de 130 vacinas contra a Covid-19 estão sendo produzidas no mundo. Em estágio avançado estão os estudos realizados pela Universidade Oxford, da Inglaterra. O Brasil tem uma parceria para a produção da vacina, por meio da Fiocruz. A expectativa é que a vacina da Oxford possa ser produzida no início de 2021. Os testes também estão na fase 3.

Nesta pandemia, inúmeras empresas de várias partes do mundo estão testando uma candidata à vacina contra a COVID-19 (Imagem: Retha Ferguson/Pexels)

O Instituto Butantã, de São Paulo, está testando no Brasil a vacina produzida pela Sinovac, que tem sede na China. Esta vacina já está na fase de testagem clínica em humanos. A intenção é de que a vacina comece a ser produzida no início do ano que vem.

O Paraná também pode se tornar parceiro da Rússia na produção da vacina contra o novo coronavírus que está em fase final de testes. O assunto deve ser tratado pelo governador nos próximos dias com o embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov. Isso porque, no início da semana, o governo russo anunciou ter concluído com sucesso a fase de ensaios clínicos do seu antivírus, desenvolvido pelo Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. A expectativa é que esteja disponível no primeiro semestre do próximo ano.

Fonte: Governo do Estado do Paraná

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