COVID-19: empresas irão construir superfábrica de vacinas para a Fiocruz no RJ

Por Fidel Forato | 07 de Agosto de 2020 às 20h30
Welcomia/Freepik

Juntando esforços contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil, um grupo de empresas anuncia o investimento de R$ 100 milhões para acelerar a produção de vacinas contra a COVID-19 no país. A coalizão nacional é formada pelas seguintes organizações: Ambev; Americanas; Itaú Unibanco; Stone; Instituto Votorantim; Fundação Lemann; Fundação Brava; e Behring Family Foundation.

Com os investimentos, a iniciativa para o controle da epidemia no país planeja construir uma fábrica para que se produzam vacinas contra a COVID-19. Essa estrutura será doada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela distribuição dos imunizantes no país. Segundo o anúncio, a previsão é que a fábrica, que será localizada Rio de Janeiro, esteja pronta até o começo de 2021.

Em busca de vacina contra a COVID-19, empresas se unem para construção de laboratório para a Fiocruz (Foto: Willfried Wende/Pixabay)

Na nova unidade, deve ser produzida a vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, junto ao laboratório farmacêutico britânico AstraZeneca, e que está na fase III de testes no Brasil. No entanto, nada impede que o espaço se adapte para produção de outros tipos de imunizantes.

O investimento da fábrica será 100% feito pela coalizão formada pelas empresas e fundações, incluindo a compra de equipamentos laboratoriais e industriais necessários à operação. Na iniciativa, a Ambev será co-responsável, junto com Fiocruz, pela gestão e execução do projeto de montagem da fábrica, sob supervisão técnica de Bio-Manguinhos.

Vacina de Oxford

Produzida pela Universidade de Oxford, a vacina a ChAdOx1 nCoV-19 utiliza um adenovírus encontrado em chipanzés. Em laboratório, esse vírus é modificado e se torna um adenovírus não replicante (que não consegue se reproduzir). Na sequência, ele é editado e tem incluído em seu material genético a proteína Spike do novo coronavírus.

Em outras palavras, o vírus modificado carrega um identificador da COVID-19 e, assim, espera-se que as pessoas que recebam a vacina desenvolvam anticorpos contra a doença. No Brasil, os testes da vacina de Oxford já começaram e são liderados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Conforme foram anunciados, cinco mil voluntários participarão da testagem, divididos entre os estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia.

Fonte: Ambev  

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