COVID-19 | Corrida pela vacina: quem alcançará o primeiro lugar?

Por Nathan Vieira | 18 de Agosto de 2020 às 18h37
Karolina Grabowska/Pexels

Em meio à pandemia, cada país quer obter a vacina para ajudar na luta contra a COVID-19, o que leva a uma corrida para desenvolver a vacina primeiro e garantir a saúde de sua população. No entanto, fica uma qustão em mente: qual país receberá a vacina primeiro?

A empresa chinesa Sinovac Biotech, em junho, fechou um acordo com o Instituto Butantan em São Paulo, para realizar um grande ensaio clínico com cerca de 9 mil profissionais de saúde. O Butantan pagará pelo teste e recrutará voluntários; em troca, a Sinovac prometeu fornecer ao Brasil 60 milhões de doses de vacina e deixar o país fabricar mais suprimentos.

Enquanto isso, os EUA, por meio de uma iniciativa governamental chamada Operação Warp Speed, já gastou mais de US$ 5 bilhões (R$ 26,3 bilhões aproximadamente) para fazer com que os fabricantes de medicamentos fabricassem vacinas em seu território. A corrida por vacinas avançou com velocidade sem precedentes. Em julho, várias candidatas, incluindo a da Sinovac, se mostraram seguras em testes iniciais em pessoas; a próxima fase dos testes clínicos vai avaliar se elas funcionam para conferir imunidade.

Cerca de 130 vacinas contra a COVID-19 estão sendo produzidas no mundo. No início da pandemia, os Estados Unidos e os financiadores sem fins lucrativos apoiaram fortemente tecnologias avançadas que foram rápidas em gerar candidatas, como a vacina de RNA que está sendo desenvolvida pela Moderna Pharmaceuticals. O país também financia a Johnson & Johnson.

A Rússia também está avançada na aprovação do imunizante, batizado de Sputnik. A tecnologia usada para a vacina russa tem base primordial no uso de diferentes tipos de adenovírus, conhecidos por causar o resfriado comum.

A corrida pelas vacinas

Corrida pela vacina: países buscam desenvolver a vacina para conter a pandemia (Imagem: Reprodução/Pixabay)

Em paralelo, a aliança de vacinas Gavi, sem fins lucrativos, com sede em Genebra e compradora de vacinas para países pobres, está arrecadando US$ 2 bilhões (R$ 10,5 bilhões aproximadamente) para fazer seus próprios acordos de pré-compra de imunizações à COVID-19, para que todos recebam suprimentos ao mesmo tempo, tendo em mente o risco de que as vacinas fossem compradas por países ricos e não houvesse garantia para o restante do mundo.

Na corrida global por uma vacina contra a COVID-19, o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, deve aparecer entre as primeiras no pódio — pelo menos essa é a aposta da própria Organização Mundial da Saúde (OMS), que em julho comentou que a ChAdOx1 nCoV-19, vacina produzida por Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, é a "mais avançada" do mundo "em termos de desenvolvimento".

Por enquanto, não há prova de que qualquer vacina funcione, então todas as apostas envolvem risco. Um perigo agora é que os governos pressionem para lançar uma vacina prematuramente. Outra preocupação é que as evidências a favor ou contra uma vacina possam ser distorcidas.

Fonte: MIT Technology Review

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