Coronavírus | Rússia começa a compartilhar dados sobre vacina para a OMS

Por Fidel Forato | 14 de Agosto de 2020 às 15h50
Welcomia/Freepik

Ainda no começo desta semana, a Rússia anunciou ter desenvolvido a primeira vacina do mundo contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), isso sem ter publicado estudos clínicos do produto e nem informações sobre sua segurança e eficácia. Agora, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma que o país compartilha detalhes sobre o imunizante contra a COVID-19, desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa Gamaleya.

"A Rússia, na verdade, está começando a compartilhar com a OMS. Os indicativos que a OMS tem é de que a Rússia havia terminado a fase 2 e que, agora, vamos começar a ter acesso aos dados", afirmou a diretora-geral assistente da OMS, Mariângela Simão, para a Rádio Bandeirantes, ontem (13).

Rússia começa a compartilhar detalhes sobre vacina com a OMS (Imagem: Willfried Wende/Pixabay )

"Uma vez que você tenha cumprido todas as etapas cientificamente aceitáveis globalmente — e esse conceito global existe há muitos anos, não é de agora. Você tem que cumprir fase 1, fase 2, fase 3, você tem que publicar esses dados. Uma vez que isso seja garantido, não importa a nacionalidade dessa vacina", explicou Simão sobre a necessidade da transparência no processo.

A postura coincide com o comunicado anterior da OMS, onde a organização anunciou que não recomendaria o uso das doses da vacina russa, antes que o imunizante tivesse seus ensaios clínicos concluídos e fossem avaliados os seus efeitos.

De acordo com Simão, só será possível avaliar a eficácia da vacina Sputnik V e saber se ela não provoca efeitos colaterais graves após a análise dos estudos. "Essa vacina usa tecnologia mais simples, e é ótimo para o mundo se ela for considerada segura e eficaz", explicou Simão.

Além da vacina russa, são quase 200 imunizantes contra o novo coronavírus em desenvolvimento no mundo todo, segundo a diretora-geral assistente da OMS. Mesmo no caso das vacinas em estágio mais avançado, Simão espera que a aplicação em larga escala de um possível imunizante só deva acontecer em 2021.

Fonte: Rádio Bandeirantes

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