Coronavírus "morre" em temperaturas acima de 36°C: mito ou verdade?

Por Natalie Rosa | 08 de Outubro de 2020 às 13h57
Gerd Altmann/Pixabay

Com a chegada repentina do calorão, logo começam as especulações em relação à sobrevivência do coronavírus em altas temperaturas. Recentemente, nas redes sociais, pessoas começaram a receber uma corrente de mensagens que afirmavam que o SARS-CoV-2 não aguentaria permanecer vivo em regiões onde as temperaturas fossem superiores a 36°C, mas tudo não passa de mais uma notícia falsa.

Assim que ficou cientes da corrente, o site Aos Fatos, que desmistifica fake news que ganha visibilidade na internet, foi atrás de desvendar o mistério. De fato, especialistas contaram que o calor contribui para a inativação do vírus, mas a eliminação não é tão simples assim, já que a contaminação acontece em diferentes formas.

Imagem: Reprodução/S. Hermann & F. Richter/Pixabay

Uma pesquisa acadêmica publicada em agosto deste ano mostrava que o coronavírus poderia sobreviver por aproximadamente 10 horas em temperatura de 35°C, mas o estudo deixa de lado fatores importantes que afetam este resultado, como a superfície em que o vírus está e a umidade relativa do ar.

E de acordo com informações da OMS (Organização Mundial da Saúde), médicos e biólogos, por mais que o coronavírus esteja em ambientes mais quentes, o risco de contágio se dá, principalmente, por gotículas que saem do nariz e boca carregadas com o vírus, podendo infectar outras pessoas apenas pela tosse ou simplesmente pela fala. Sendo assim, o vírus está dentro do corpo humano, que tem temperatura média de 37°C, mais quente que o limite que vem sendo citado nas mensagens. E quando o indivíduo contaminado com o patógeno apresenta febre, essa temperatura pode subir mais 3ºC ou 4ºC — e o vírus continua ativo mesmo assim.

Portanto, mesmo com calor intenso em praticamente todas as regiões do país, que vem trazendo o verão com antecedência, não há como afirmar que o coronavírus não vai resistir às temperaturas dos próximos meses e manter a população segura.

Fonte: Aos Fatos

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