CoronaVac trivalente: resultados iniciais são promissores contra a Ômicron

CoronaVac trivalente: resultados iniciais são promissores contra a Ômicron

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 27 de Abril de 2022 às 14h57
twenty20photos/Envato

Para manter a proteção contra as novas variantes do vírus da covid-19, a farmacêutica chinesa Sinovac trabalha no desenvolvimento de uma fórmula trivalente da vacina CoronaVac. A versão adaptada do imunizante protege contra as cepas Ômicron (BA.1) e Delta (B.1.671.2), além da cepa original — identificada pela primeira vez na cidade de Wuhan, na China.

Segundo a farmacêutica, os primeiros resultados dos estudos pré-clínicos da versão trivalente da vacina CoronaVac se revelaram promissores, mas nenhum estudo detalhando as evidências obtidas na pesquisa foi publicado até o momento.

Sinovac testa versão trivalente da vacina CoronaVac contra a covid (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

Vale lembrar que a estratégia de atualização anual da vacina já é adotada para a produção dos imunizantes contra a gripe (Influenza). Anualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define quais são as quatro cepas mais circulantes do vírus influenza e, a partir desse levantamento, novas doses do imunizante são produzidas em todo o mundo. Neste caso, as vacinas tendem a ser tetravalentes ou trivalentes.

CoronaVac trivalente

“Nosso objetivo é unir as duas cepas mais transmissíveis junto à cepa original em uma única dose. Nós já conduzimos testes em modelos animais e os resultados são muito promissores", explica o vice-presidente da Sinovac, Weining Meng, em comunicado.

Agora, "o próximo passo são os ensaios clínicos", segundo Meng. Em outras palavras, devem ser iniciados os estudos da versão trivalente da CoronaVac em voluntários humanos. "Em alguns meses, esperamos obter dados que possibilitem a produção de uma nova arma contra a covid-19”, completa.

Em paralelo a esta versão, uma outra fórmula da CoronaVac, específica para Ômicron, também é desenvolvida pela empresa. Os testes em humanos já estão em andamento em Hong Kong e na China, desde o mês de abril.

É importante destacar que, quando a variante Ômicron se tornou predominante no globo, a maioria das vacinas apresentou perda na capacidade de imunização e de proteção dos indivíduos. Neste cenário, é importante desenvolver novas estratégias. Apesar disso, “a dose de reforço é essencial nesse contexto. Independente da vacina aplicada, recomendo fortemente que todos tomem a terceira dose”, reforça Weining.

Fonte: Instituto Butantan  

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