CoronaVac oferece proteção contra casos graves da variante Delta, diz estudo

CoronaVac oferece proteção contra casos graves da variante Delta, diz estudo

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 18 de Agosto de 2021 às 16h14
Reprodução/ Governo de São Paulo

Novas descobertas apontam para a eficácia da vacina CoronaVac contra casos graves da variante Delta (B.1.617.2) do coronavírus SARS-CoV-2. A variante foi descoberta pela primeira vez na Índia e, desde então, é responsável pelo aumento do número de casos da COVID-19 em inúmeras regiões do globo. Inclusive, países onde a pandemia parecia controlada, como Israel e Reino Unido, voltaram a registrar novos casos da doença.

De acordo com um estudo feito realizado por pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da província de Cantão (Guangdong), na China, a CoronaVac é eficaz contra o desenvolvimento de casos graves da COVID-19 causados pela variante Delta. 

Pesquisadores chineses verificaram a eficácia da CoronaVac contra o agravamento de casos da COVID-19 causados pela variante Delta (Imagem: Reprodução/Alexstand/Envato Elements)

A eficácia da fórmula foi de 69,5% contra o aparecimento de pneumonias decorrentes da COVID-19, de acordo com o preprint — estudo ainda não revisado por pares —, publicado na plataforma SSRN, vinculada à revista científica The Lancet. 

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Esta é a primeira evidência da eficácia das vacinas de vírus inativado ("morto"), como a CoronaVac, contra casos graves e pneumonia causados pela variante Delta do coronavírus. Outros imunizantes que usam estratégias diferentes, como o mRNA da fórmula da Pfizer/BioNTech, também demonstraram eficácia contra o agravamento de casos da variante Delta. 

CoronaVac e variante Delta

A partir do estudo, os pesquisadores concluíram que a imunização completa (duas doses) foi 69,5% eficaz para prevenir pneumonia, um dos desdobramentos mais graves da COVID-19. Entre os não vacinados, foram registrados 85 casos (1,44%); entre os vacinados com uma dose, 12 casos (1,42%); e entre os vacinados com duas doses, apenas cinco casos (0,35%). Além disso, não foram registrados casos críticos entre os 100% imunizados.

No total, o estudo envolveu 10.813 voluntários e foi realizado entre os meses de maio e junho de 2021, durante uma onda de surtos da variante Delta na China. Com exceção do grupo controle, os participantes haviam sido vacinados com uma das quatro vacinas de vírus inativado autorizadas para uso emergencial na China: a vacina da Sinovac — que, no Brasil, é chamada CoronaVac; as vacinas HB02 e WIV04, da Sinopharm; e a BICV, da Biokangtai.

Dos quase 11 mil voluntários, 5.888 (54,45%) não foram vacinados, 3.130 tomaram a primeira dose e 1.795 tomaram as duas doses. Entre os participantes que tomaram a primeira dose, 48,57% (2.392 pessoas) foram imunizadas com a vacina da Sinovac (CoronaVac). Além disso, entre os que receberam as duas doses, o indicador foi de 58,28% (1.046 pessoas) com a Sinoavc.

Para acessar o estudo completa sobre a eficácia da CoronaVac contra a variante Delta do coronavírus, clique aqui.

Fonte: Instituto Butantan  

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