Como acontece o coma alcoólico?

Como acontece o coma alcoólico?

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 08 de Janeiro de 2022 às 10h00
Ash Edmonds/Unsplash

Você provavelmente já viu (ou pelo menos ouviu falar do caso de) alguém que desmaiou depois de beber além do limite. Em 2016, o consumo de bebida alcoólica chegou a 8,9 litros por pessoa, superando a média internacional (6,4 litros), de acordo com um relatório feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados ressaltam a necessidade de entender o que é o coma alcoólico e como o organismo reage nessa situação.

Na prática, o coma alcoólico pode ser definido como a inconsciência diante do excesso de álcool no organismo, ou seja: quando a pessoa ultrapassa a capacidade do fígado de metabolizar o álcool. Esse comportamento acarreta intoxicação do cérebro e de diversos órgãos. Chega-se a esse ponto, normalmente, quando o organismo tem mais que 3 gramas de álcool por litro de sangue.

Especialistas apontam que, nessas condições, a capacidade do cérebro de formar novas memórias fica limitada. Isso explica a "amnésia alcoólica": o cérebro ficou incapaz de registrar e armazenar memórias como deveria. Os neurocientistas reconhecem que o consumo abusivo de álcool a longo prazo pode danificar as células nervosas e impactar permanentemente a memória e o aprendizado.

Coma alcoólico: sintomas e o que fazer

Como a ciência explica o coma alcoólico (Imagem: Q.U.I/Unsplash)

O álcool em excesso no organismo acaba inibindo o sistema nervoso central, levando à incapacidade de manter a respiração, à diminuição dos batimentos cardíacos, queda da pressão arterial e alteração no mecanismo de resfriamento do corpo. Alguns sintomas envolvem:

  • Desmaio
  • Dificuldades na fala
  • Convulsão
  • Hipotermia

O tratamento envolve a injeção de soro na veia, aplicação de glicose e reposição de vitamina B1. Enquanto a ajuda não vem, a recomendação é manter a pessoa deitada de lado para não engasgar ou sufocar com possível refluxo e mantê-la aquecida. Além da medida preventiva óbvia de não consumir quantidades excessivas de álcool, os especialistas recomendam não misturar a bebida com drogas ou medicamentos.

Fonte: Scientific American, National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism, G1

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