Cirurgia caríssima para reparo de válvula cardíaca agora será coberta pelo SUS
Por Nathan Vieira • Editado por Luciana Zaramela |

Na última quinta (13), o Ministério da Saúde anunciou que vai investir em um novo tratamento para a válvula do coração (ou seja, para pacientes com estenose aórtica, uma condição causada pelo espessamento da válvula aórtica, que atinge principalmente idosos).
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Por enquanto, a única forma de combater essa condição é através de uma cirurgia de peito aberto para troca da válvula danificada por uma nova, o que implica em alto risco de complicações. Na nova técnica, conhecida como Tavi, a substituição da válvula defeituosa acontece por meio de um cateter inserido em um vaso sanguíneo, sem necessidade de cirurgia.
Na prática, o tubo fino é inserido na artéria por uma pequena incisão na virilha ou no peito, dependendo da necessidade do paciente e escolha médica. O dispositivo é guiado até o coração, que é aberto e ajustado com a válvula nova, e passa a funcionar instantaneamente após o procedimento. A equipe médica responsável acompanha as imagens da operação em tempo real por meio de máquinas de ultrassom e raio X.
A questão é que essa alternativa de tratamento não é barata: para se ter uma noção, na rede privada, o procedimento custa aproximadamente R$ 100 mil. Em 2021, o Ministério da Saúde decretou que o método Tavi poderia ser utilizado na rede pública, mas apenas em pacientes considerados inoperáveis, acima de 65 anos.
Os especialistas sugerem que a incorporação do procedimento de maneira ampla pelo SUS pode trazer benefícios, como a redução do tempo de recuperação pós-cirúrgico e a diminuição do custo. Outro ponto levantado pelos especialistas é que o valor alto pode ser compensado depois se considerar os outros gastos com internação e pós-operatório.
Além disso, como o uso da tecnologia para tratamento para válvula do coração ocorre desde 2009, os custos com treinamento de profissionais de saúde será mínimo.
Fonte: Folha de S. Paulo, HCOR