Cientistas dos Estados Unidos usam IA no diagnóstico da COVID-19

Cientistas dos Estados Unidos usam IA no diagnóstico da COVID-19

Por Natalie Rosa | 19 de Maio de 2020 às 16h22
Reprodução/Bloomberg

A inteligência artificial, hoje, é uma grande aliada da medicina. A tecnologia já foi aplicada para identificar diversos tipos de câncer, doenças no fígado e tumores no cérebro, por exemplo, chegando agora para ajudar no combate à COVID-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

Em um estudo publicado na revista Nature Medicine, nesta terça-feira (19), pesquisadores do sistema de saúde Mount Sinai, dos Estados Unidos, explicaram como usam tomografias computadorizadas do tórax para conferir a presença da COVID-19 no organismo. As imagens são relacionadas a sintomas, idade, exames de sangue e possível contato com o vírus.

Zahi Fayad, diretor do instituto de engenharia e imagem da Icahn School of Medicine at Mount Sinai e líder do estudo, conta que foi possível mostrar que o modelo de inteligência artificial usado mostrou respostas tão precisas quanto as de um radiologista experiente, principalmente quando as imagens não apresentavam sinais claros de doença pulmonar.

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Os pesquisadores revelaram que nem sempre as imagens de tomografia computadorizada mostravam doenças no pulmão no início dos sintomas e que exames laboratoriais podem levar dias para ficarem prontos. Com a ajuda da inteligência artificial, portanto, esses dois problemas podem ser resolvidos.

Imagem: Reprodução/Icahn School of Medicine

Segundo Fayad, a alta sensibilidade no modelo de inteligência artificial de Mount Sinai pode trazer uma segunda opinião em casos em que as tomografias computadorizadas apresentem resposta positiva, negativa, ou ainda quando mostram descobertas incertas, algo muito comum.

Os pesquisadores treinaram o algoritmo em mais de 900 imagens de tomografia computadorizada de centros médicos da China, sendo 419 casos confirmados de COVID-19 e 486 negativos. Os cientistas ainda conseguiram ter acesso às informações clínicas de cada paciente, incluindo resultados de exames de sangue que apresentavam anormalidades na contagem de glóbulos brancos.

O algoritmo criado pelos pesquisadores replica o fluxo de trabalho que um médico usaria para diagnosticar a COVID-19, produzindo diferentes probabilidades de diagnóstico, considerando todas as informações de imagens e exames clínicos. Os cientistas esperam levar a técnica não só a outras regiões dos Estados Unidos, como ao mundo todo.

Fonte: Endgaget

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