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Cientistas descobrem novo método para retardar o envelhecimento das células

Por| Editado por Luciana Zaramela | 19 de Outubro de 2022 às 14h12

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Eduardo Barrios/Unsplash
Eduardo Barrios/Unsplash

Em novo estudo publicado na revista Nature Communications, cientistas descreveram um novo método para retardar o envelhecimento. O segredo está nas respostas ao estresse utilizadas pelas células. O experimento foi conduzido em algumas espécies de vermes.

No estudo, os cientistas ativaram essa resposta ao estresse alimentando os vermes com uma dieta rica em glicose, o que estendeu sua vida útil em comparação com vermes alimentados com uma dieta normal. É a primeira vez que uma ligação entre essa resposta ao estresse e o envelhecimento foi descoberta.

“O envelhecimento é um fator de risco crítico para uma variedade de patologias humanas, desde doenças metabólicas, como diabetes, câncer e doenças neurodegenerativas. Do ponto de vista da saúde pública, determinar as vias celulares que sustentam o processo de envelhecimento pode nos levar um passo mais perto do desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para tratar distúrbios relacionados à idade", apontam os pesquisadores.

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Além de mostrar que o efeito de manipular essa resposta ao estresse em vermes idosos, os cientistas também mostraram que a mesma resposta, quando "desligada" em vermes jovens alimentados com uma dieta rica em glicose, ajudou a viver mais do que os outros.

O que acontece é que as células produzem uma resposta ao estresse quando os estressores (como um excesso de glicose) causam um acúmulo de proteínas problemáticas na célula. Só que o envelhecimento também pode levar a um acúmulo de proteínas devido a um declínio natural na capacidade da célula de produzir proteínas saudáveis, desencadeando a mesma resposta ao estresse.

Para investigar como a resposta da proteína desdobrada afeta a longevidade, os cientistas induziram em vermes da espécie Caenorhabditis elegans, que depende de muitos dos mesmos genes que os humanos usam para controlar a divisão das células e programar células defeituosas para morrer.

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Eles descobriram que um dos sensores de estresse, IRE1, era significativamente mais ativo em vermes jovens em comparação com vermes idosos. Entretanto, mais estudos são necessários para entender a relação entre a resposta ao estresse e o envelhecimento.

Fonte: Nature Communications via Science Blog