Cidades brasileiras optam pelo lockdown para combater a propagação da COVID-19

Por Natalie Rosa | 24 de Fevereiro de 2021 às 20h40
Reprodução: Freepik

Quando a quantidade de casos de pessoas infectadas pelo coronavírus começa a aumentar, é hora de as medidas de distanciamento social ficarem mais rígidas, o que vem acontecendo em algumas regiões do Brasil. Entre as normas impostas estão a definição de horários em que se pode circular nas ruas, fechamento de alguns comércios, aqueles de atividades que não são essenciais, e a proibição do acesso a praias e parques.

Até o momento, as localidades que precisaram estipular medidas para enfrentar a propagação da COVID-19 são Teresina, no Piauí, e os estados da Paraíba, Rio Grande do Sul e São Paulo. O governo paulistano, inclusive, já havia anunciado que está estudando uma proposta de fechar os comércios entre 22h e 5h, o que é chamado de um "lockdown noturno". O planejamento foi proposto e defendido pelo Centro de Contingência, mas criticado pelo setor econômico, com a decisão final sendo feita pelo governador, João Doria.

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Enquanto isso, no interior de São Paulo, a cidade de Campinas revelou na última terça-feira (23) um decreto com regras para a entrada do local na fase vermelha, a mais restritiva, adotando os horários entre 21h a 5h para conter a circulação de pessoas, permitindo que apenas atividades essenciais estejam abertas dentro deste horário. No município, os hospitais já atingiram a lotação máxima nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para pacientes com a COVID-19.

Ainda em São Paulo, na cidade de Araraquara, os habitantes enfrentaram um lockdown de domingo a terça-feira, com os ônibus fora de circulação e as pessoas saindo de casa apenas para executarem suas funções em trabalhos de serviços essenciais, ter atendimento médico e ir às farmácias comprar medicamentos. De acordo com as autoridades sanitárias da cidade, o motivo das restrições é a relação da nova variante do coronavírus, originada em Manaus, com os aumentos de casos.

No Rio Grande do Sul, o governo do estado suspendeu as atividades em locais públicos entre 22h e 5h, como forma de tentar controlar a propagação do vírus em 11 cidades que estão na bandeira preta, classificação de risco altíssimo de contaminação. As cidades são: Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Taquara.

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Na cidade gaúcha de Pelotas, a prefeitura proibiu a circulação de pessoas em espaços públicos, como parques, praças e no calçadão, em qualquer horário do dia. Já em São Leopoldo, todos os comércios não essenciais precisaram fechar nesta quarta-feira (24), como forma de combater o aumento nas taxas de ocupação das UTIs, que chegou a 150%.

Até o dia 10 de março, ao menos 143 cidades do estado da Paraíba irão lidar com normas mais rígidas de prevenção da COVID-19. As cidades que estão em bandeira laranja e vermelha terão toque de recolher entre 22h às 5h, e em João Pessoa, na capital, o acesso às praias está fechado. Em relação aos restaurantes e bares, o funcionamento será apenas de entregas ou retirada, entre 6h e 16h.

Em Minas Gerais, algumas cidades já estão lidando com medidas mais rígidas para conter a propagação do vírus, usando o toque de recolher como maneira de evitar o contágio. É o caso de Uberlândia, Montes Claros e Itajubá, por exemplo.

Por fim, na cidade de Teresina, no Piauí, o governador Wellington Dias anunciou que, em breve, irá se reunir com o Comitê de Operações Emergenciais para decidir quais serão as medidas tomadas no estado, uma vez que a capital já atingiu 100% da ocupação dos leitos emergenciais dos hospitais.

Fonte: O Globo, Itatiaia

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