China aponta vírus mais mortal que COVID-19 no Cazaquistão, mas país nega

Por Nathan Vieira | 10 de Julho de 2020 às 15h15
Pixabay

Na última quinta-feira (9), a Embaixada da China no Cazaquistão emitiu um alerta aos cidadãos que vivem no país. Segundo o relatório publicado por autoridades chinesas, o país estaria passando por um surto de uma "pneumonia desconhecida" potencialmente mais mortal do que o novo coronavírus, e que essa pneumonia chegou a matar mais de 1.700 pessoas. Já em comunicado divulgado nesta sexta-feira (10), o Ministério da Saúde do Cazaquistão reconheceu a presença de "pneumonias virais de etiologia não especificada", mas negou que o surto fosse novo ou desconhecido.

A embaixada disse que novos casos de pneumonia não identificada vêm aumentando significativamente desde meados de junho em todo o país, e acrescentou que em alguns lugares, as autoridades estão relatando centenas de novos casos por dia. No entanto, em resposta, o Ministério da Saúde do Cazaquistão rebateu: "Em resposta a esses relatórios, o Ministério da Saúde da República do Cazaquistão declara oficialmente que essa informação não corresponde à realidade".

Segundo a embaixada chinesa, o aumento foi concentrado nas regiões de Atyrau, Aktobe e Shymkent, que juntas têm quase 500 novos casos e mais de 30 pacientes gravemente enfermos, com direito a um total de 628 mortes apenas em junho. "Esta doença é muito mais letal que a COVID-19", afirmou o comunicado.

China aponta vírus mais mortal que COVID-19 no Cazaquistão, mas país nega (Imagem: Pixabay)

Entretanto, o número de casos de pneumonia na cidade Nursultan dobrou em junho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. "Até 200 pessoas são internadas em hospitais todos os dias. Nos últimos dias, cerca de 300 pessoas diagnosticadas com pneumonia foram levadas para hospitais por dia. Além disso, algumas recebem tratamento em casa", disse o chefe do departamento de saúde de Nursultan.

A embaixada chinesa alertou os moradores da região a não sair de casa e evitar áreas públicas lotadas, além de incentivar medidas preventivas, como usar máscara e lavar as mãos com frequência.  Nesta sexta, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China afirmou que o país espera trabalhar em conjunto com o Cazaquistão para combater a epidemia e proteger a segurança da saúde pública dos dois países.

O alerta da embaixada aconteceu quando o Cazaquistão continua enfrentando um aumento no número de casos de COVID-19. Já são 53.021 pessoas infectadas e 264 mortes no país. Dessa maneira, o transporte rodoviário interestadual está suspenso e os espaços culturais, instalações esportivas, cinemas e salões de beleza ainda estão fechados, com a maioria dos funcionários do governo trabalhando em casa. O país enfrenta uma demanda crescente por equipe médica, leitos hospitalares e suprimentos de emergência. Se a situação se deteriorar, as autoridades alertam que podem aumentar ainda mais as restrições.

Fonte: CNN

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