Celulares geram campos eletromagnéticos que podem causar Alzheimer, diz estudo

Celulares geram campos eletromagnéticos que podem causar Alzheimer, diz estudo

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 28 de Abril de 2022 às 19h20
freestocks/Unsplash

Os celulares — ou smartphones — geram campos eletromagnéticos capazes de causar Alzheimer, segundo estudo publicado na revista científica Current Alzheimer Research. Isso acontece por conta da piora no acúmulo de cálcio no cérebro, efeito que hipóteses científicas anteriores já tinham relacionado à doença.

Os campos eletromagnéticos gerados eletronicamente atuam nas células de nossos corpos aumentam os níveis de cálcio intracelular, então a exposição contínua produz alterações que levam ao excesso de cálcio intracelular.

Com isso, o artigo consiste de uma revisão de literatura e aponta que as pessoas muito jovens que são expostas ao telefone celular ou à radiação Wi-Fi por muitas horas por dia poderiam desenvolver a doença em questão. “Os campos agem através de picos elétricos e de forças magnéticas que variam no tempo em uma escala de tempo de nanossegundos. Qualquer um deles pode desencadear a doença de Alzheimer de início extremamente precoce”, alerta a pesquisa.

Em estudos recentes citados na pesquisa, alguns animais foram expostos a campos elétricos gerados eletronicamente e, assim, foram calculadas as consequências nos níveis de cálcio intracelular. Vale lembrar que o cálcio está envolvido no controle de diversas funções celulares como contração muscular, secreção hormonal e metabolismo do glicogênio (principal reserva de energia do fígado).

Celulares podem causar Alzheimer (Imagem: José Martín Ramírez Carrasco/Unsplash)

"Demência digital"

Martin L. Pall, autor do artigo e professor emérito da University State Washington, ressalta a necessidade de se estudar a fundo os jovens que apresentam sinais de demência. A exposição a campos eletromagnéticos em pessoas de 30 a 40 anos que foram diagnosticadas com Alzheimer precoce também deve ser alvo de futuras pesquisas.

A ideia é que, entendendo a relação entre esses pulsos eletromagnéticos e a doença e Alzheimer, os especialistas possam tomar as medidas necessárias para reduzir a incidência da forma precoce da condição neurodegenerativa com origem em dispositivos eletromagnéticos, como smartphones.

Fonte: Current Alzheimer Research, EurekAlert!

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