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Calixcoca | A 1ª potencial vacina contra vício em cocaína é brasileira

Por| Editado por Luciana Zaramela | 27 de Outubro de 2023 às 16h36

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SteveAllenPhoto999/Envato
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No Brasil, cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) trabalham numa pesquisa que pode revolucionar o tratamento da dependência química em todo o mundo: a primeira vacina contra o vício em cocaína e crack, apelidada de Calixcoca. Os testes clínicos em humanos devem começar em breve, mas a iniciativa já é reconhecida internacionalmente e recebeu prêmios.

Se as pesquisas forem concluídas com sucesso, demonstrando a segurança da vacina contra o vício em cocaína, a expectativa é que o imunizante esteja disponível para grupos específicos, com comportamentos de risco. É o caso de gestantes com histórico de uso de crack, onde o imunizante poderá proteger tanto a mulher quanto o bebê dos efeitos das drogas.

Reconhecimento internacional da Calixcoca

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Neste mês, a pesquisa pioneira da UFMG foi destaque na segunda edição do Prêmio Euro Inovação na Saúde, patrocinado pela empresa farmacêutica Eurofarma. Após superar outras 11 iniciativas, o projeto recebeu um prêmio de 500 mil euros — o equivalente a 2,6 milhões de reais.

“Essa conquista representa uma grande vitória para a comunidade de pesquisadores da UFMG e para a ciência brasileira”, afirma Sandra Regina Goulart Almeida, reitora da universidade brasileira, em nota. “A Calixcoca traz esperança por se apresentar como uma importante alternativa de tratamento contra as drogas”, acrescenta.

No entanto, Almeida lembra que “ainda há um longo caminho a percorrer [na área de testes], e esse prêmio nos estimula a continuar trabalhando para que a vacina cumpra todas as suas etapas de desenvolvimento”. Nesse processo, mais investimentos ainda são necessários para desenvolver um composto tão inovador, que exigirá milhares de testes.

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Vacina contra vício em cocaína

A partir dos testes com modelos animais, os pesquisadores descobriram que a vacina induz o sistema imunológico a produzir anticorpos que se ligam à cocaína e ao crack, quando entram na corrente sanguínea.

Por causa dessa nova ligação, a droga se torna parte de uma molécula muito grande, que não passa pela barreira hematoencefálica e, consequentemente, não chega até o cérebro, onde provocaria efeitos que alteram o funcionamento do Sistema Nervoso Central.

Nos testes pré-clínicos, foram constatadas a segurança e a eficácia do potencial imunizante para o tratamento da dependência por crack e cocaína. Além disso, foi possível observar o seus efeitos na prevenção de consequências obstétricas e fetais da exposição às drogas durante a gravidez.

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Fonte: UFMG