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Narinas interpretam aromas de forma independente, diz estudo

Por| Editado por Luciana Zaramela | 08 de Novembro de 2023 às 16h53

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Kiraliffe/Envato Elements
Kiraliffe/Envato Elements

Na última sexta-feira (3), um estudo publicado na revista científica Current Biology revelou que cada narina identifica os cheiros de uma maneira diferente. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao observar a atividade cerebral de 10 pessoas enquanto expostas a uma série de aromas.

Na ocasião, os participantes eram pacientes com epilepsia, e receberam eletrodos intracranianos para localizar as origens neurais de suas crises. Durante os testes com os diferentes aromas, os cientistas registraram a atividade no córtex olfativo dos envolvidos.

Os pacientes se depararam com aromas de banana, café e eucalipto, entregues por meio de tubos em cada narina. A atividade cerebral foi medida à medida que essas fragrâncias eram injetadas nas narinas esquerda, direita ou em ambas.

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Os odores injetados em ambas as narinas desencadearam simultaneamente duas representações distintas no cérebro, com a narina direita enviando sinais para o córtex olfativo no hemisfério direito, enquanto a narina esquerda ativava o hemisfério esquerdo. Esses dois sinais não eram totalmente idênticos, então cada narina desencadeou uma experiência única.

Cada narina trabalha de forma independente

Da mesma forma, quando o mesmo odor foi apresentado a cada narina individualmente, os padrões de atividade produzidos foram semelhantes, mas não iguais. Os pesquisadores contam que as informações sobre o odor das duas narinas são temporariamente segregadas no córtex olfativo primário.

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Assim, um cheiro apresentado a uma narina específica provoca uma resposta no hemisfério cerebral correspondente, com o hemisfério oposto sendo ativado apenas cerca de meio segundo depois. De acordo com os pesquisadores, esse truque embutido no cheiro pode ajudar os humanos a identificar a origem de um odor.

Mistérios do olfato

Neste ano, em estudo publicado na revista científica Nature, pesquisadores descreveram pela primeira vez como os receptores olfativos funcionam. A equipe descobriu que dentro da estrutura das moléculas interligadas, o OR51E2 havia aprisionado propionato dentro de um pequeno bolso. Quando alargaram esse bolso, o receptor perdeu muito de sua sensibilidade.

Além de revelar que a narina identifica os cheiros de maneira independente, estudos também já permitiram perceber que a humanidade está perdendo olfato gradativamente. Na ocasião, a equipe descobriu duas mudanças genéticas relacionadas ao olfato, e comparou com outras 27 mutações já conhecidas pela ciência.

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Fonte: Current Biology