Butantan contesta Ministério da Saúde e defende eficácia da CoronaVac em idosos

Butantan contesta Ministério da Saúde e defende eficácia da CoronaVac em idosos

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 08 de Outubro de 2021 às 15h00
Rido81/Envato Elements

Na última terça-feira (5), o Ministério da Saúde informou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 que a CoronaVac — vacina contra covid-19 desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech —  possui baixa efetividade entre idosos acima de 80 anos. No entanto, nesta sexta (8), o Instituto Butantan, que produz o imunizante aqui no Brasil, contestou essa afirmação.

"A informação é equivocada, já que todas as pessoas idosas têm resposta imune inferior a outras faixas etárias, o que ocorre com todos os imunizante", defende o Butantan. O Instituto chega a citar uma pesquisa realizada com 60,5 milhões de brasileiros vacinados entre janeiro e junho de 2021, que aponta efetividade superior a 70% para evitar casos graves, internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e mortes causadas pela doença, inclusive entre idosos.

O estudo em questão ressalta que a efetividade da vacina foi de 84,2% contra hospitalizações de pessoas entre 60 e 89 anos, 80,8% contra internações em UTI e 76,5% contra mortes nesse público. O Butantan ainda declara que já enviou um estudo com parte dos dados de imunogenicodade da CoronaVac requisitados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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(Imagem: e_mikh/envato)

"Apesar de validados, a agência novamente pediu mudanças nos métodos analíticos. Com o objetivo de sanar a questão, o Butantan fechou um acordo com a Sinovac para que as análises complementares de imunogenicidade sejam realizadas em parceria com o laboratório. As amostras estão em trâmites legais para envio e análise no padrão requerido pela Anvisa", afirma o Instituto.

A suposta baixa efetividade em idosos acima dos 80 foi mencionada pelo Ministério da Saúde como um dos motivos para deixar de usar o imunizante CoronaVac na vacinação em 2022.

Fonte: G1 (1, 2)

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