Butantan: atrasos de insumos da China podem atrapalhar cronograma de vacinação

Butantan: atrasos de insumos da China podem atrapalhar cronograma de vacinação

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 11 de Maio de 2021 às 08h30
twenty20photos/Envato

Nesta segunda-feira (10), o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, trouxe projeções preocupantes para o futuro do cronograma nacional de vacinação contra a COVID-19. Acontece que os atrasos na chegada de insumo farmacêutico ativo (IFA) importado da China pode trazer impactos a partir de junho.

Segundo Covas, não há uma data para a chegada de mais IFA para o Butantan, que já envasou todo insumo que tinha em estoque. “Preocupa muito o cronograma de vacinação, não neste momento, mas a partir de junho poderá sofrer algum impacto”, projetou o presidente do Butantan.

No Brasil, o Butantan produz a vacina CoronaVac, originalmente desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. No entanto, não é só nisso que se baseia a projeção do presidente do instituto: o IFA da vacina da AstraZeneca, que está sendo envasada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também é importado da China.

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Atrasos de insumos da China podem atrapalhar cronograma nacional (Imagem: Artem Podrez / Pexels)

“Não temos definição da liberação do insumo na China. Existe a definição de 4 mil litros, e esperamos que até na quarta-feira, dia 13, possamos ter uma notícia positiva”, acrescentou Covas. A causa por trás do atraso é a autorização de exportação do IFA por parte do governo da China.

Nesta segunda (10), o Butantan ultrapassou a marca de 45 milhões de doses da CoronaVac entregues ao Plano Nacional de Imunização (PNI). A ideia é que na quarta (12) seja feita a entrega de mais 1 milhão de doses, concluindo o contrato com o Ministério da Saúde, que consiste em 46 milhões de doses. No entanto, na sexta (14), o Butantan espera entregar mais 1,1 milhão de doses da vacina, o que dá início ao segundo contrato com o ministério. Dessa vez, o foco é 54 milhões de doses até o fim de setembro.

Fonte: Reuters

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