Brasil vai à Índia buscar 2 milhões de doses da vacina de Oxford

Por Fidel Forato | 14 de Janeiro de 2021 às 17h20
Torstensimon/Pixabay

Na corrida por vacinas contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), o Brasil está cada vez mais próximo de iniciar sua campanha de imunização em massa. Nesta quinta-feira (14), um avião brasileiro deve decolar rumo à Índia, de onde retornará com dois milhões de doses da vacina contra a COVID-19. Inclusive, o país já anunciou que a vacinação em massa deve começar na próxima quarta (20). 

Segundo o Ministério da Saúde, a aeronave da Azul saiu do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), às 15h30 desta quinta-feira (14). Depois de uma escala em Recife, partirá direto para a cidade indiana de Mumbai, onde estão as doses do imunizante, cuja tecnologia foi desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.

Para buscar vacina de Oxford, avião brasileiro embarca nesta quinta-feira (14) para a Índia (Imagem: Reprodução/ Eyeeyeview/ Rawpixel)

Para esta viagem, a companhia disponibilizou um Airbus A330neo, considerada a maior aeronave de sua frota. Para o transporte seguro, o avião equipado com contêineres específicos que garantirão o controle de temperatura das doses, seguindo as recomendações do fabricante.

Quanto ao retorno, o avião pousará no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. No entanto, os detalhes não estão totalmente fechados. "A data de retorno do avião ao Brasil, com a carga de vacinas estimada em 15 toneladas, ainda está sendo avaliada de acordo com o andamento dos trâmites da operação de logística feita pelo Governo Federal em parceria com a Azul", informa o Ministério da Saúde, em nota.

E depois?

Assim que chegarem ao Brasil, as doses da vacina de Oxford devem seguir uma série de procedimentos até serem liberadas para o uso. Entre eles, será preciso inspecionar a carga importada e reembalar as doses da vacina, por exemplo. Além disso, é necessário aguardar a autorização de uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nesse cenário, a agência reguladora deve se reunir no domingo (17) para analisar o pedido de uso emergencial de dois imunizantes contra a COVID-19, a vacina de Oxford e a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina de Oxford poderá ser distribuído aos estados brasileiros em até cinco dias após o sinal verde da Anvisa.

Vale comentar que a segurança no transporte das doses da vacina, em solo nacional, será feita pelas Forças Armadas, em ação conjunta com o Ministério da Defesa. Esse procedimento garantirá mais agilidade e deve permitir que a campanha de vacinação nacional se inicie na próxima quarta-feira (20), conforme afirmou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nesta quinta-feira (14). 

Fonte: Agência Brasil e Ministério da Saúde  

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