Brasil recebe mais de 1 milhão de doses da AstraZeneca pelo Covax Facility

Brasil recebe mais de 1 milhão de doses da AstraZeneca pelo Covax Facility

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 19 de Março de 2021 às 15h05
Karolina Grabowska/Pexels

Em meio à luta contra a COVID-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lidera uma iniciativa que visa impulsionar o desenvolvimento de vacinas através de uma aliança global com mais de 170 nações. A meta da aliança, chamada Covax, é que até o final do ano que vem sejam distribuídos dois bilhões de doses de vacinas contra a COVID-19, de forma igualitária entre os países participantes. E com isso, o Brasil vai receber neste domingo (21) as primeiras doses provenientes dessa iniciativa.

De acordo com o Ministério da Saúde, pouco mais de 1 milhão de doses do imunizante vem da fábrica da AstraZeneca na Coreia do Sul, com um desembarque marcado para as 18h no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. No entanto, esse não vai ser o único carregamento de vacinas a partir do Covax Facility.

Acontece que há previsão de um segundo carregamento, dessa vez com quase 2 milhões de doses. A estimativa é que a chegada aconteça aos poucos, até o fim deste mês. O Ministério da Saúde também divulgou que outros 6,1 milhões de doses da vacina devem chegar até maio, por meio da aliança global. As doses devem passar por um controle de qualidade e rotulagem na Fiocruz para que então sejam distribuídas aos estados de forma igualitária, seguindo as previsões do próprio Plano Nacional de Imunização. Ao todo, a iniciativa prevê 42 milhões de doses ao Brasil durante o ano de 2021.

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Vacinas de Oxford/AstraZeneca

Brasil recebe mais de 1 milhão de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca pelo Covax Facility(Imagem: Hakan Nural / Unsplash)

As vacinas que o país recebe por meio da iniciativa em questão são desenvolvidas pela Universidade de Oxford em junção com a AstraZeneca. O imunizante ganhou o nome de Covishield, uma vacina que utiliza um vírus inativado, o adenovírus, como vetor de parte do material genético do SARS-CoV-2, que produz a proteína que gera a resposta imune.

De acordo com o Dr. Bernardo Almeida, médico infectologista e Chief Medical Officer do laboratório de análises clínicas Hilab, a única contra-indicação absoluta é ter história de alergia grave a um dos componentes da vacina, mas há outras situações que devem ser avaliadas caso a caso, como gestação, amamentação e imunossupressão. O especialista já tirou várias dúvidas sobre essa vacina.

Fonte: CNN

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