Brasil lidera estudos sobre COVID-19 na América Latina; veja as universidades

Por Fidel Forato | 21 de Julho de 2020 às 19h45
Rubens Eishima/Canaltech

Desde o aparecimento do novo coronavírus (SARS-CoV-2), pesquisadores de todo o mundo estudam como esse vírus funciona no organismo humano e procuram desenvolver potenciais vacinas, além de tratamento para a COVID-19. Nesse cenário, o Brasil lidera o ranking de produção de conhecimento científico referente ao novo agente infecioso na América Latina.

De acordo com levantamento organizado pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), o Brasil é quem tem mais artigos científicos sobre o assunto e mais instituições trabalhando em aspectos diversos, do conhecimento do fenômeno às formas de prevenção e tratamento da COVID-19.

Brasil lidera a publicação de artigos científicos sobre o novo coronavírus entre os países da América Latina (Gráfico: Divulgação/ Organização dos Estados Ibero-americanos)

Na pesquisa, cientistas brasileiros já haviam publicado, até esta terça-feira (21), 833 artigos. Em seguida, estão: México (231); Colômbia (157); Argentina (153); Chile (110); e o Peru (76). No total, foram mapeadas 1.478 investigações, a partir dos dados disponibilizados no PubMed. Esse é um banco de dados desenvolvido pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, que permite acesso a referências bibliográficas de pesquisas biomédicas publicadas em cerca de 4,8 mil revistas científicas, distribuídas por mais de 70 países.

Quem mais produz conhecimento?

As instituições públicas de ensino universitário é que garantem a posição privilegiada do Brasil na produção de conhecimento sobre o novo coronavírus, especialmente entre os países ibero-americanos. Entre as instituições que mais tiveram trabalhos publicados, desde a descoberta da COVID-19 no final do ano passado, estão:

  • Universidade de São Paulo (USP): 165 publicações;
  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): 65 publicações;
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): 51 publicações;
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): 50 publicações;
  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): 43 publicações;
  • Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO): 33 publicações;
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): 31 publicações;
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): 25 publicações;
  • Universidade Federal do Ceará (UFC): 21 publicações;
  • Universidade Federal da Bahia (UFBA): 19 publicações.

Para o coordenador de Desenvolvimento de Cooperação da OEI-Brasil, Allan Torres, a liderança brasileira mostra a importância do trabalho feito pelos pesquisadores do país sobre a questão. “Acho que isso mostra a qualidade das nossas universidades e o senso de urgência que tiveram perante a seriedade com que a COVID-19 atingiu o Brasil. Tanto o Brasil quanto a Ibero-América mostram o valor do seu capital humano, e o mais interessante disso tudo é o espírito colaborativo”, afirma.

Observatório internacional

Além desse levantamento, a OEI também mapeou a produção de artigos científicos disponíveis na LA Referência, que é uma rede latino-americana de repositórios de acesso aberto. Nessa plataforma, a Argentina é a que tem mais trabalhos publicados (131), seguida pelo Peru (124), Brasil (45), Chile (33) e a Costa Rica (19). 

Também está disponível, de forma online e atualizado em tempo real, um observatório voltado para a produção de conhecimento científico sobre a COVID-19 na América Latina. Para acessar, clique aqui.

Fonte: Agência Brasil  

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