Brasil distribuirá mais de 230 mi de doses de vacinas até julho, prevê Saúde

Por Fidel Forato | 18 de Fevereiro de 2021 às 16h20
Torstensimon/Pixabay

Para ampliar a vacinação nacional contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), o Ministério da Saúde trabalha em acordos com diferentes farmacêuticas, além da aquisição de mais doses da CoronaVac e da vacina de Oxford. A partir desses esforços, na quarta-feira (17), o ministro Eduardo Pazuello afirmou que o Brasil distribuirá cerca de 230,7 milhões de doses de imunizantes contra a COVID-19 até julho deste ano. O anúncio foi feito durante reunião virtual com governadores.

Para chegar a este montante, foram consideradas vacinas que ainda não solicitaram a autorização de uso emergencial para Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como a Sputnik V e a Covaxin. Além disso, as negociações para compra das doses ainda estão em andamento tanto com a União Química e o Instituto Gamaleya, na Rússia, quanto com a farmacêutica Precisa e a Bharat Biotech, na Índia. A previsão da pasta é que o contrato com os dois laboratórios seja assinado até o final desta semana.

Ministério da Saúde distribuirá mais de 230 milhões de doses contra a COVID-19 até julho (Imagem: Eyeeyeview /Rawpixel)

Distribuição das vacinas contra a COVID-19

No calendário do Ministério da Saúde, as próximas entregas aos estados deve acontecer até o final de fevereiro. Para isso, são aguardadas duas milhões de doses da vacina de Oxford, importadas da Índia no acordo com a AstraZeneca, e 9,3 milhões da CoronaVac, já produzidas nacionalmente pelo Instituto Butantan. Em março, a pasta também aguarda a chegada de outras 18 milhões de doses do Butantan e mais 16,9 milhões da vacina de Oxford.

A seguir, confira o número de doses da vacina contra a COVID-19 esperadas de cada fornecedor:

Vacina de Oxford

Em janeiro, já forma importadas duas milhões de doses da fórmula desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. Neste mês, mais um lote com duas milhões de doses são aguardadas, vindo da Índia. Em março, devem ser importadas quatro milhões de doses e outras 27,3 milhões serão envasadas nacionalmente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Isso será possível porque a Fiocruz receberá um carregamento de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), ou seja, a matéria-prima importada para a produção da vacina.  

A partir disso, a Fiocruz deve produzir milhões de doses do imunizante contra a COVID-19, com as seguintes entregas: em abril, 28,6 milhões; em junho, 28,6 milhões; em julho, três milhões. No total, estarão disponíveis 112,4 milhões de doses. No segundo semestre, a Fiocruz deve incorporar a tecnologia para a produção da matéria-prima, dando início à produção 100% nacional.

Covax Facility

A partir do programa de acesso igualitário de vacinas contra a COVID-19, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde espera receber 2,6 milhões de doses da vacina de Oxford, em março. Até junho, outras oito milhões de doses do mesmo imunizante devem ser importadas. No total, serão 10,6 milhões de doses.

CoronaVac

Ministério da Saúde espera distribuir 230 milhões de vacinas (Imagem: Reprodução/Governo de São Paulo)

Até o momento, o Instituto Butantan já forneceu 8,7 milhões de doses da vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. Neste mês, outras 9,3 milhões de doses devem ser entregues para a imunização nacional. No cronograma de entregas previsto para ser concluído em setembro, a pasta receberá 100 milhões de doses da fórmula, sendo que a maioria terá sido produzida nacionalmente, com a matéria-prima importada. Em outubro, está prevista a produção 100% nacional da fórmula pelo Butantan com a incorporação da tecnologia.

Sputnik V

Em fase de negociação para a compra, o Ministério da Saúde espera receber 10 milhões de doses da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, na Rússia, e representada pela União Química no Brasil. Caso a fórmula seja aprovada pela Anvisa, em março, devem chegar as primeiras 400 mil doses importadas. Se a farmacêutica brasileira incorporar a tecnologia da produção da matéria-prima, será possível produzir até oito milhões de doses por mês, além do previsto.

Covaxin

Com acordos pendentes, a vacina Covaxin, desenvolvida pela Bharat Biotech, na Índia, e representada no país pela Precisa Medicamentos, poderá auxiliar na campanha de imunização brasileira contra a COVID-19. Se obtiver aprovação de uso da Anvisa, a expectativa é que o Brasil receba cerca de 20 milhões de doses até julho, sendo que as primeiras oito milhões devem chegar em março. Após a entrega dessas doses inciais, novos carregamentos podem ser adquiridos, mas ainda não foram anunciados pelo Ministério da Saúde.

Fonte: Agência Brasil  

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