Boletim: COVID-19 faz primeira vítima fatal; número de infectados sobe para 290

Por Luciana Zaramela | 17 de Março de 2020 às 16h47
Daily Express

Nesta terça-feira (17), em live por meio das redes sociais, o Ministério da Saúde atualizou o número de casos de COVID-19 (novo coronavírus) no país. Segundo o boletim mais recente divulgado oficialmente, são, no total, atualmente 291 casos confirmados da doença em todo o Brasil. A data é marcada pela primeira declaração oficial de óbito pela COVID-19. Portanto, são atualmente 290 casos em monitoramento no país.

O ministério também acompanha, no momento, 8.819 suspeitas da infecção. Já outras 1.890 foram descartadas, após resultado negativo em exames clínicos. As atualizações são feitas a cada 24 horas, segundo o que é informado pelas secretarias estaduais de saúde.

De acordo com o ministro Luiz Henrique Mandetta, esse número pode variar, como apontam muitos internautas e profissionais da área que acompanham dados fora das redes sociais do ministério. Isso acontece porque, a todo momento, novos casos são notificados ao governo pelos laboratórios particulares. O ministério, por sua vez, faz o checklist para formar o painel nacional de informação.

Mandetta ainda informa que, a partir desta terça-feira (17), é esperado que comecem a surgir mais notificações de óbitos pelo novo coronavírus no Brasil.

A Plataforma IVIS, aliás, está sendo constantemente atualizada para refletir os números recebidos pelo governo. 

Como o Brasil vem lidando com a pandemia?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já mudou o status da doença de epidemia para pandemia — ou seja, uma moléstia que já se espalhou por vários países do globo. Em virtude disso, o Ministério da Saúde emitiu um novo boletim epidemiológico com atualizações das recomendações contra a COVID-19.

Na página oficial, é possível encontrar um organograma explicativo sobre o passo a passo em suspeitas de COVID-19.

Suspeita de COVID-19? Este é o passo a passo (Reprodução/Ministério da Saúde)

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro já contam com transmissão comunitária, isto é, entre pessoas que não estiveram no exterior nos últimos 14 dias. Frente a esse cenário, novas medidas já estão sendo tomadas para conter o surto epidêmico no país.

"Devemos passar de 60 a 90 dias de muito stress" até construir a imunidade de mais de 50% das pessoas, afirma Mandetta. Por sugestão do Ministério da Saúde, o conselho de crise já foi criado para impedir que o coronavírus afete segurança, logística, indústria, agricultura além, claro, da saúde da população.

O ministro também afirma que participará de videoconferência para determinar novas abordagens de tratamento na rede privada. O Brasil conseguiu abastecer o sistema público de saúde país com equipamentos de proteção individual, graças a uma aliança com a China. O material está sendo liberado gradativamente.

Além da FioCruz, segundo o ministro Luiz Henrique, outras estruturas de produção estão trabalhando na produção de kits para testes de COVID-19, que serão utilizados nas próximas semanas.

O governo federal vai injetar R$ 147 bilhões no combate ao coronavírus no país, conforme informado pelo ministro da economia, Paulo Guedes, nesta segunda-feira (16). Além da verba liberada pelo governo, reforços estão sendo chamados para prestar auxílio nos serviços públicos de saúde, como sexto-anistas de faculdades de medicina (acadêmicos em término de curso).

Óbito

A primeira morte em decorrência do novo coronavírus SARS-CoV-19 foi registrada nesta segunda-feira (16) na cidade de São Paulo. A primeira vítima brasileira foi um homem de 62 anos, que seguia internado em um hospital privado. A informação também foi confirmada pelo Ministério da Saúde, no Twitter.

O caso foi detalhado pelo Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, e o Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip, em coletiva de imprensa. O primeiro paciente não tinha histórico de viagem, no entanto, possuía diabetes e hipertensão, condições pré-existentes que aumentam a gravidade da infecção.

Precaução

Para evitar um colapso na economia nacional, é necessário ter bom senso e evitar contato físico, mesmo em cidades que ainda não apontam para nenhum caso de COVID-19. Apesar de qualquer pessoa poder contrair a doença, é preciso ter cautela principalmente com idosos e portadores de doenças crônicas.

"Cuidem dos idosos. Muitas crianças são assintomáticas, não desenvolvem nem uma coriza. Não tem uma avó que não coloque o neto no colo e não o encha de beijos (...). O momento agora é de proteção: quanto menos idosos tivermos com esta 'gripe', menos pressão colocaremos nos leitos de CTI, já que eles são, infelizmente, os que desenvolvem a maior necessidade de cuidado intensivo", recomenda Mandetta.

Fonte: Ministério da Saúde (1), (2); Correio Braziliense

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