Boa notícia! Brasil apresenta primeira desaceleração no contágio da COVID-19

Por Fidel Forato | 19 de Agosto de 2020 às 14h40
Anrita1705/Pixabay

Pela primeira vez nos últimos quatro meses da epidemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), o Brasil registrou uma taxa de transmissão da doença, conhecida como taxa R, controlada,  segundo estimativa da Universidade Imperial College, do Reino Unido. Para esta semana, a taxa — que prediz quantas pessoas devem contrair COVID-19 — está calculada em 0,98.

No país, a taxa R diminuiu em relação à semana anterior (estava em 1,01) e vem nesse movimento de queda. Nesse cenário, o Brasil deixou a zona vermelha da COVID-19 pela primeira vez depois de 16 semanas consecutivas de taxa de transmissão acima de 1.

Agora, é possível afirmar que a COVID-19 desacelera no Brasil com queda nos contágios (Imagem: Bruno Araujo/ Unsplash) 

Com a atual taxa de 0,98, cada 100 pessoas infectadas pelo novo coronavírus conseguem transmitir a doença para outras 98 pessoas, ou seja, o número de doentes começa a cair. Se as estimativas da taxa de transmissão continuarem assim, esses 98 doentes devem contaminar apenas 96 pessoas, que transmitirão o coronavírus para outras 94 e, dessa forma, a epidemia perderá, de forma gradual, força no país.

Risco de aumento do contágio

Entretanto, a situação nacional não é um sinônimo de controle estabilizado da transmissão da COVID-19. Isso porque ainda há risco de reaceleração do contágio, caso o maior otimismo em relação se traduza em afrouxamento das medidas de distanciamento social, como o evitar o uso de máscaras e abandonar cuidados mais intensos de proteção.

Por exemplo, tanto o Equador quanto a Bolívia, que haviam conseguiram reduzir a taxa de transmissão, retornaram nesta semana a uma fase de reaceleração da COVID-19, com 1,16 e 1,05, respectivamente. Fora das Américas, a situação se repete em países europeus como Espanha e França.

Para essa estimativa, o Imperial College calcula a taxa R com base no número de óbitos registrados pelas autoridades de saúde locais, já que esse seria um dado menos sujeito a subnotificações que o de casos registrados, por exemplo. Entretanto, há uma defasagem entre o momento do contágio e a morte, por isso, mudanças em políticas de combate ao coronavírus demoram cerca de duas semanas para se refletirem nos cálculos.

Raio-x da COVID-19 no Brasil

A partir dos dados disponibilizados pelas secretarias de saúde dos estados, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) atualizou os números da COVID-19 na terça-feira (19), dentro do território nacional. São 3.407.354 casos diagnosticados para a COVID-19, sendo que a média móvel de novas notificações dos últimos sete dias é de 42.532.

No total, são 109.889 óbitos acumulados em decorrência da infecção causada pelo coronavírus, sendo que a média móvel de óbitos dos últimos sete dias é de 980 mortes. Com isso, a taxa de mortalidade no país é de 52,3 para cada 100 mil habitantes, enquanto a de incidência da infecção respiratória é de 1.621,4 para cada 100 mil pessoas. 

Entre os estados, São Paulo registra os maiores números totais desde a chegada do coronavírus em fevereiro. São 711.530 casos da COVID-19 e 27.315 mortes acumuladas. No ranking, o segundo estado é a Bahia com 221.041 casos e 4.542 óbitos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 199.480 casos e 14.728 mortes. 

Para acessar as estimativas mundiais das taxas de transmissão da COVID-19, desenvolvidas pela universidade Imperial College, clique aqui. Para conferir, os números detalhados da COVID-19 entre os estados brasileiros, clique aqui.

Fonte: ConassFolha de São Paulo  

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