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Beber pelo menos 1 xícara de café por dia pode ajudar os rins, aponta estudo

Por| Editado por Luciana Zaramela | 22 de Junho de 2022 às 10h21

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Rawpixel/Freepik
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Tomar pelo menos uma xícara de café por dia pode melhorar a saúde dos rins, diminuindo o risco de uma lesão renal aguda (LRA), segundo pesquisadores norte-americanos. O benefício se intensifica para aqueles que bebem de duas a três xícaras todos os dias.

Publicado na revista científica Kidney International Reports, o estudo sobre o impacto do consumo diário de café no risco de lesões renais agudas foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

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Os resultados apontam que o consumo de qualquer quantidade de café diária reduz o risco de LRA em 15% em comparação com quem não ingere, já aqueles que bebem entre duas ou três xícaras por dia têm um risco ainda menor. Respectivamente, a probabilidade é 22% e 23% menor.

“Já sabemos que beber café regularmente tem sido associado à prevenção de doenças crônicas e degenerativas, incluindo diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e doenças hepáticas”, explica Chirag Parikh, professor da universidade e um dos autores do estudo, em comunicado. “Agora, podemos adicionar uma possível redução no risco de LRA à crescente lista de benefícios para a saúde da cafeína”, acrescenta.

O que é lesão renal aguda?

Vale explicar que, de acordo com a National Kidney Foundation, a LRA é um “episódio repentino de insuficiência renal ou dano renal que ocorre dentro de algumas horas ou alguns dias”. Nesta condição, os rins param de filtrar os resíduos do sangue e o paciente desenvolve algumas complicações, potencialmente, graves. A situação é mais comum em pacientes hospitalizados.

A seguir, confira quais são os principais sintomas da condição:

  • Redução da quantidade de urina;
  • Inchaço nas pernas, tornozelos e ao redor dos olhos;
  • Fadiga;
  • Falta de ar;
  • Confusão;
  • Náuseas;
  • Dor no peito;
  • Convulsões;
  • Coma.

Entenda o estudo sobre o consumo diário de café

No estudo norte-americano, os pesquisadores avaliaram dados de saúde de 14.207 voluntários, com a idade média de 54 anos, que foram recrutados entre 1987 e 1989. Foram selecionados cinco tipos de perfis entre os participantes, dependendo da quantidade de café consumida diariamente — uma, duas, três ou mais de três xícaras de café e aqueles que não tomavam nenhuma.

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“Suspeitamos que a razão do impacto do café no risco de LRA pode ser que compostos biologicamente ativos combinados com cafeína ou apenas a própria cafeína melhorem a perfusão e a utilização de oxigênio nos rins”, sugere o pesquisador Parikh. “Boa função renal e tolerância à LRA dependem de um suprimento constante de sangue e oxigênio”, completa sobre a hipótese, que ainda deve ser melhor investigada. Isso porque o estudo, em si, comprovou apenas o benefício do consumo e, não, as causas da melhora.

Fonte: Kidney International Reports e Universidade Johns Hopkins