Aprovada nos EUA, vacinação de crianças começa nos próximos dias; veja como será

Aprovada nos EUA, vacinação de crianças começa nos próximos dias; veja como será

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 03 de Novembro de 2021 às 12h40
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Na terça-feira (2), os Estados Unidos aprovaram oficialmente a vacina ComiRNAty (Pfizer/BioNTech) contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, após analisarem dados de segurança e eficácia. Esta é a primeira vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2 autorizada para o uso pediátrico nessa faixa etária no país. A expectativa é que as primeiras doses sejam aplicadas nos próximos dias.

A vacina pediátrica da Pfizer/BioNTech é de 10 microgramas, enquanto a dose aplicada em quem tem mais de 12 anos (adolescentes e adultos) é de 30 microgramas. Em comum, o imunizante contra a covid-19 para quem tem entre 5 e 11 anos é aplicado em duas doses, com um mês de intervalo.

EUA recomendam a vacinação contra a covid-19 de quem tem entre 5 e 11 anos (Imagem: Reprodução/Prostock-studio/Envato Elements)

Anteriormente, outras agências e comitês dos EUA avaliaram a fórmula contra a covid-19 e a aprovaram. Na terça, a decisão final da aprovação foi divulgada pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A orientação é que todas as crianças devem ser imunizadas com a vacina da Pfizer, independente de terem comorbidades ou não. O público estimado é de 28 milhões.

Para distinguir a versão infantil da vacina e da adulta, os frascos e embalagens deverão ser diferentes. No caso das doses infantis, estas serão distinguidas pelo destaque da cor laranja, o que poderá evitar possíveis confusões.

Como foi a avaliação de segurança e eficácia da vacina da Pfizer pelo CDC?

“Sabemos que milhões de pais estão ansiosos para vacinar seus filhos e, com essa decisão, agora recomendamos que cerca de 28 milhões de crianças recebam a vacina contra a covid-19. Como mãe, incentivo os pais com perguntas a falar com o pediatra, enfermeira da escola ou farmacêutico local para aprender mais sobre a vacina e a importância de vacinar seus filhos”, disse a diretora do CDC, Rochelle Walensky, em anúncio sobre a aprovação da vacina para quem tem entre 5 e 11 anos.

Na decisão final, Walensky seguiu o conselho de um painel de especialistas, que revisaram os dados sobre a segurança e eficácia da vacina Pfizer/BioNTech para crianças. Em votação unânime, a comissão recomendou o uso do imunizante contra a covid-19. Na semana passada, a agência Food and Drug Administration (FDA) também autorizou a imunização.

Em crianças, vacina da Pfizer tem eficácia maior que 90% contra a covid-19 (Imagem: Reprodução/Halfpoint/Envato Elements)

Durante o processo de análise, as agências norte-americanas avaliaram as evidências apresentadas pela Pfizer. Além disso, foram considerados dados levantados pelo CDC sobre a prevalência da covid-19 no público infantil. Desde a chegada do vírus nos EUA, 1,9 milhões de casos da covid-19 ocorreram entre crianças de 5 a 11 anos e que, embora a maioria dos casos seja leve, 8,3 mil crianças foram hospitalizadas e 94 morreram em decorrência da doença.

O que sabemos sobre a vacina da Pfizer contra a covid em crianças?

De acordo com as informações enviadas para análise da FDA, a vacina da Pfizer/BioNTech teve eficácia de 90,7% em crianças de 5 a 11 anos contra formas sintomáticas da covid-19. No total, o estudo acompanhou 2.268 crianças que receberam duas doses da vacina ou duas doses do placebo.

Na análise de casos dos estudos clínicos, 16 crianças que estavam no grupo controle (placebo) foram infectadas pelo coronavírus durante o estudo. Por outro lado, apenas três que receberam a vacina da Pfizer/BioNTech contraíram a covid-19.

De forma geral, o sistema imunológico inato das crianças é mais robusto que o dos adultos, o que permite que doses menores desencadeiem um efeito de proteção tão promissor. Além disso, especialistas apontam que a menor concentração do imunizante deve reduzir riscos de possíveis efeitos adversos.

Os efeitos adversos mais comuns no público pediátrico foram: fadiga, dor de cabeça (cefaleia), dores musculares e calafrios. Os dados apresentados pelos estudos clínicos, até o momento, não indicaram nenhum caso de efeito adverso raro.

Fonte: Time e New Scientist  

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