Após 4 meses em baixa, casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave aumentam no RJ

Após 4 meses em baixa, casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave aumentam no RJ

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 04 de Agosto de 2021 às 20h20
kjpargeter/Freepik

A Fiocruz divulgou, na última terça-feira, um estudo que mostra o aumento na hospitalização de idosos com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), provocada pela COVID-19, no estado do Rio de Janeiro. O aumento se torna mais expressivo por acontecer após quatro meses de queda.

Ainda de acordo com o estudo, o aumento acontece entre as faixas etárias de 60 a 69 anos e 70 a 79 anos, o que mostra a gravidade do cenário atual, mas também há a preocupação com idosos com mais de 80 anos. A motivação seria o menor tempo após a segunda dose, o aumento da transmissão comunitária e a imunossenescência, ou seja, o envelhecimento do sistema imunológico.

Imagem: Reprodução/Fiocruz

Também há crescimento entre a população de 0 a 9 anos e de 30 a 39 anos, estes em situação mais grave. Para Leonardo Bastos, pesquisador da Fiocruz, o aumento no número de casos entre crianças e jovens, principalmente na população infantil, pode ser consequência do que é chamado de infecção cruzada. "O motivo da internação não é necessariamente a COVID-19. Pode ser uma complicação respiratória por outro fator, mas com infecção cruzada gerando teste positivo para SARS-CoV-2", explica o especialista.

"Requer um acompanhamento mais de perto, com testagem também dos demais vírus respiratórios para identificação do que possa estar ocorrendo. Por conta da alta demanda nos laboratórios, tem-se testado primeiro para COVID-19 e, dando positivo, não testam para outros vírus", completa. De acordo com a Fiocruz, já é de conhecimento científico que o Vírus Sincicial (VSR), por exemplo, que pode resultar na internação de bebês e crianças pequenas, já está com uma certa circulação no Brasil.

Os dados da pesquisa foram obtidos pelo grupo de pesquisa para a Vigilância Epidemiológica da Fiocruz (Mave/Fiocruz) e do Observatório COVID-19, com base no Sistema de Informações de Vigilância Epidemiológica da Fiocruz (Sivep-Gripe).

Fonte: Fiocruz

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