Alcoolismo faz bem ou mal ao coração? Cientistas tiram isso a limpo

Alcoolismo faz bem ou mal ao coração? Cientistas tiram isso a limpo

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 30 de Março de 2022 às 10h20
Twenty20photos/Envato Elements

Em meio a um mar de dúvidas sobre o efeito do alcoolismo ao coração, um estudo publicado no periódico JAMA Network Open decidiu tirar a limpo se há mais malefícios do que benefícios, mesmo em caso de um hábito moderado. Anteriormente, havia uma espécie de senso comum entre os médicos de que beber moderadamente poderia ajudar a saúde cardíaca, e o estudo apontou que não é bem assim.

De acordo com o estudo, não existe nível de consumo de álcool que não acabe levando a um risco de doença cardíaca. Esse risco aumenta rapidamente, diretamente proporcional à quantidade de álcool que se ingere, então o hábito de se beber moderadamente gera consequências mais leves, em comparação com um hábito mais intenso.

Para chegar a essa afirmação, os pesquisadores analisaram genes e dados médicos de quase 400 mil pessoas com média de 57 anos e consumo de nove drinques por semana. Outro fator notado pelos pesquisadores é que o grupo do alcoolismo moderado tendia a outras características responsáveis por diminuir risco, como fumar menos e fazer mais exercícios físicos.

Alcoolismo faz bem ou mal ao coração? Cientistas tiram isso a limpo em novo estudo (Imagem: LightFieldStudios/envato)

Os cientistas também descobriram variantes genéticas que predispõem uma pessoa a beber mais ou menos. Com isso, a análise permitiu saber que os riscos de doenças cardíacas e pressão alta começam lentamente à medida que o número de bebidas aumenta, e ganha força à medida que as pessoas entram na faixa de consumo de 21 ou mais doses por semana.

Mas a conclusão é que os riscos reais de doença cardíaca dependem de outras condições, como diabetes ou obesidade. Segundo esses cientistas, uma pessoa que não bebe tem uma chance estimada de 9% de ter doença cardíaca. Já uma pessoa com um nível baixo de alcoolismo (um drinque por dia) alcança uma chance estimada de 10,5%, o que ainda pode ser considerado bem pequeno. Depois disso, porém, o risco aumenta significativamente.

Fonte: JAMA Network Open via The New York Times

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