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Ácaros que acasalam na sua pele estão à beira da extinção, e isso não é bom

Por| Editado por Luciana Zaramela | 23 de Junho de 2022 às 10h30

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Prostock-studio/Envato
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Os ácaros que vivem no rosto humano estão à beira da extinção, e isso não é bom. As afirmações vêm de estudos publicados na revista científica Molecular Biology and Evolution. O artigo lança luz sobre os minúsculos Demodex folliculorum, que levam uma vida secreta dentro de nossa pele, emergindo apenas à noite para acasalar em nossas testas e narizes.

É preciso entender que esses ácaros não fazem mal para os seres humanos, e levam uma vida inofensiva, alimentando-se com o sebo naturalmente secretado pelas células dos poros, desde o início da vida, transferidos durante o parto ou durante a amamentação.

Segundo os pesquisadores, essa longa associação com humanos pode sugerir que eles podem ter funções benéficas simples, mas importantes, como manter os poros do nosso rosto desobstruídos, por exemplo. Com isso em mente, a equipe sequenciou os genomas dos ácaros D. folliculorum.

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Na prática, os cientistas descobriram que os ácaros sobrevivem com o mínimo de proteínas, o que levou gradualmente a uma perda de genes e resultou em uma redução extrema no número de células em ácaros adultos. A teoria é que esse seja um primeiro passo evolutivo para adotar um estilo de vida totalmente simbiótico em nossos tecidos.

Por que ácaros em extinção não é bom?

Os cientistas perceberam que, quanto mais esses ácaros se adaptam ao ser humano, mais genes perdem, até que eventualmente se tornem inteiramente dependentes de nós, o que representa um "beco sem saída evolutivo, a caminho da extinção em potencial".

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Com muito poucos eventos de mistura de ácaros, os pares de acasalamento transmitiram os mesmos genes por milhões de anos e eliminaram os que eram desnecessários. Como não conseguem se proteger da radiação UV, os ácaros se escondem dentro de seus poros durante o dia, saindo à noite para se alimentar e fazer a ação.

Aí você deve estar se perguntando: por que a extinção desses ácaros seria ruim? Os cientistas têm a resposta! Acontece que esses seres minúsculos estão associados a uma pele saudável, então, se eles deixarem de existir, o ser humano passa a estar mais sujeito a problemas de pele.

Embora os ácaros tenham sido anteriormente considerados parasitas, a equipe busca reavaliar seu papel em nossas vidas. Sua ajuda para manter nossa pele saudável significa que podemos considerar como uma parceria vitalícia entre duas espécies diferentes que beneficia ambas (simbiose).

Fonte: Molecular Biology and Evolution via The Guardian