6 medidas de prevenção contra COVID-19 que são pura balela

Por Nathan Vieira | 08 de Setembro de 2020 às 16h50
Reprodução: Pete Linforth/Pixabay

Certamente, com a pandemia assolando cada vez mais a população, muitos hábitos do cotidiano passaram por mudanças como uma maneira de se prevenir da COVID-19. Mas, à medida que os especialistas em saúde pública aprenderam mais sobre como o coronavírus se espalha, ficou claro que algumas precauções provavelmente não valem o seu tempo.

As melhores maneiras de reduzir o risco de contrair COVID-19 já são bem conhecidas, como o uso de máscaras ou o distanciamento social. No entanto, durante entrevista ao norte-americano Business Insider, especialistas fizeram um alerta para medidas de prevenção que não são necessárias.

1. Usar luvas pode ser pior que não usá-las

A primeira delas, apontada por Rachel Graham, epidemiologista da Universidade da Carolina do Norte, diz respeito ao uso de luvas. Pode parecer uma maneira fácil de manter as mãos livres de contaminação, mas as diretrizes do CDC (agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos) não recomendam luvas para fazer as compras. Alguns especialistas estão até preocupados com o fato de que o uso de luvas pode dar às pessoas uma falsa sensação de segurança ao manusear objetos fora de casa.

"As pessoas pensam que luvas são mágicas, mas não são. Elas são outra fonte de contaminação", diz Ravina Kullar, epidemiologista da Infectious Diseases Society of America. Ela acrescenta que, com as luvas, você "pode ​​ter tendência a tocar o rosto com mais frequência".

Especialistas fazem alerta para medidas de prevenção desnecessárias contra a COVID-19 (Imagem: Mattthewafflecat/Pixabay)

2. Sem neuras com embalagens de alimentos

Desinfetar embalagens de alimentos, congelados ou não, também não precisa ser uma preocupação, segundo Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências de Saúde da Organização Mundial de Saúde. "As pessoas não devem temer a comida, ou embalagem ou processamento de comida, e a entrega de comida", disse Ryan em uma coletiva de imprensa no mês passado.

Para Caitlin Howell, engenheira química e biomédica da Universidade do Maine, é improvável que o vírus sobreviva em alimentos congelados. "É possível, mas o vírus não é muito estável fora do corpo humano. A transmissão via superfícies ainda parece ser rara”.

3. Livros em quarentena?

Já quanto às bibliotecas/livrarias, uma pesquisa realizada em junho mostrou que as partículas virais desapareceram dos materiais após três dias. Os cientistas testaram o tempo de vida do vírus nas capas de livros e nas páginas de um livro fechado, além de capas de DVDs. Os resultados mostraram que, após um dia, o vírus havia sumido das capas dos livros e dos DVDs. Depois de três dias, era indetectável no papel dentro de um livro.

4. Correspondências podem ser recebidas normalmente

Deixar o conteúdo de sua caixa de correio em quarentena também não é necessário, segundo os especialistas. “Seria espantoso se uma única correspondência tivesse partículas virais suficientes para deixá-lo doente”, afirma Rachel Graham.

5. E a piscina?

Os especialistas também tocam no assunto piscina: acontece que elas não tendem a se tornar antros de coronavírus, porque o patógeno não se espalha pela água, especialmente quando há cloro, que segundo o próprio CDC, pode inativar o vírus na água.

Coronavírus não se espalha na piscina, principalmente por causa do cloro, segundo especialistas (Imagem: Briana Tozour/Unsplash)

"Em geral, os patógenos respiratórios não sobrevivem na água", diz Joseph Eisenberg, epidemiologista da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan. Portanto, nadar é relativamente seguro. Mas William Schaffner, professor de medicina preventiva na Universidade Vanderbilt, sugere evitar vestiários, por exemplo.

6. Prestadores de serviço em casa

Técnicos de TV e telefone, faxineiros, zeladores, pedreiros, pintores, marceneiros, maridos-de-aluguel, encanadores, agentes de zoonoses... a lista de prestadores de serviços é vasta, e você não precisa bloqueá-los de entrar na sua casa. Se um serviço precisa mesmo ser feito, basta chamar o profissional e manter distância de dois metros, além de respeitar todo o protocolo de segurança, como uso de máscaras e alcool em gel. Dependendo do prestador, vale até o uso de luvas (como agentes de limpeza doméstica, por exemplo) para dupla proteção. 

Fonte: Business Insider

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.